Gilsinei Hansen.

A Linx, especializada em software de gestão para o varejo, está usando tecnologia da gaúcha Trace para fazer a administração do seu processo de desenvolvimento de software.

Com o projeto, os centros de desenvolvimento responsáveis pelos softwares da companhia em áreas como moda, alimentação, varejo de serviços, postos de gasolina, TEF e MID, espalhados por diferentes cidades do Brasil agora trabalham usando o TraceGP.

“A ideia é ganhar mais agilidade no desenvolvimento e visibilidade do que está sendo feito, tanto para o cliente final como internamente”, explica Gilsinei Hansen, vice-presidente de Pesquisa & Desenvolvimento da Linx.

Os centros de desenvolvimento da Linx, espalhados por cidades como Porto ALegre, Blumenau, Uberlândia, Cascavel e Joinville são o resultado de diferentes aquisições de empresas especializadas. 

A Linx nasceu focada no varejo de roupas, mas vem colocando em prática nos últimos anos uma estratégia de consolidação no mercado de varejo. Já foram 19 aquisições desde 2008.

Do ponto de vista de desenvolvimento de software, a empresa tem o desafio de unificar processos de adquiridas de tamanhos diferentes, que muitas vezes não tinham um software de gestão de projetos, usavam soluções caseiras ou pacotes open source.

A integração na camada de desenvolvimento é mais um passo. Antes, a empresa já havia passado a trabalhar com um portal de cliente único e área de suporte únicas, hoje integradas à solução da Trace,

“Optamos pelo TraceGP porque ele uniformiza esse processo, ao mesmo tempo em que dá uma dose de autonomia para cada núcleo seguir trabalhando com suas práticas favoritas”, revela Hansen. A Trace tem quase 50 mil usuários, em 60 clientes de grande porte. 

Hansen é experiente nesse tipo de assunto. O executivo foi contratado em julho do ano passado, vindo da Totvs, onde era ex-vice presidente de Sistemas e Segmentos da Totvs. 

O profissional foi dono de uma empresa adquirida pela Datasul e acabou assumindo a coordenação das fusões e aquisições capitaneadas pela companhia, antes dela mesma ser comprada pela Totvs.

Com sua estratégia de fusões, a Linx segue os passos da Totvs, ainda que não tenha chegado ainda a um tamanho similar. Mas essa é uma realidade que pode mudar.

Enquanto a Totvs tem emendado alguns trimestres de crescimentos pequenos ou até quedas, a Linx fechou 2015, com uma receita operacional bruta de R$ 505,2 milhões, incremento de 22,3% em relação ao ano anterior e manteve um ritmo parecido em 2016.