Procergs é o prédio redondo na frente. Foto: Gov-RS.

Funcionários da Procergs, estatal de processamento de dados do Rio Grande do Sul, inauguraram uma nova forma de protesto nesta segunda-feira, 18: a greve em home office.

Segundo informações do sindicato Sindppd-RS, que representa os funcionários da Procergs, 180 servidores participaram de uma espécie de piquete virtual, convocado dentro de uma sala do Google Meet.

“Se a direção da empresa e o governo estadual duvidavam de que a GREVE VIRTUAL realmente iria acontecer, os trabalhadores da Procergs mostraram, no dia de hoje, que não estão para brincadeira”, festejou o sindicato gaúcho.

O Sindppd-RS não chegou a abrir cifras de paralisação, como em outros anos, informando apenas os participantes do Google Meet e afirmando apenas que “alguns setores, como o de conectividade, estão totalmente parados”.

A greve foi decidida na semana passada, em uma assembleia virtual com a participação de 400 funcionários. A Procergs tem ao redor de 1,1 mil empregados, reforçados por contratos de terceirização de desenvolvimento em fábricas de software ao longo da última década.

O sindicato pede os reajustes congelados de 2019 (2,25%) e de 2020 (2,35%) e a manutenção do adicional por tempo de serviço, um benefício importante em uma empresa na qual muitos funcionários têm alguns anos de casa.

A Procergs é responsável por desenvolver sistemas e manter sites e serviços online de secretarias e de órgãos estaduais, como o Tudo Fácil, Detran, Polícia Civil e Brigada Militar, além do agendamento de consultas pelo SUS.

A empresa também opera o sistema de nota fiscal eletrônica gaúcha e faz o mesmo como prestação de serviço para outros estados.

A estatal costuma fazer pelo menos uma greve a cada nova gestão do governo gaúcho na última década, mas acelerou um pouco o ritmo nos últimos tempos, com greves em 2017, 2019 e agora em 2021.

A prestação de serviços nunca foi seriamente comprometida.