A Xiaomi deve iniciar em março a produção dos primeiros protótipos no Brasil. Foto: Divulgação.

A Xiaomi deve iniciar em março a produção dos primeiros protótipos no Brasil.

A informação sobre o início da produção foi passada a Exame.com por uma pessoa que se diz ligada à Foxconn, uma das empresas que fabricam os smartphones da Xiaomi na China. 

Oficialmente, a empresa já divulgou que vai começar a operar no país ainda no primeiro semestre.

Para isso, a empresa já montou uma equipe focada na América Latina.

Em novembro, Gabriela Viana foi contratada para liderar o marketing e o desenvolvimento de negócios da empresa para a América Latina. Nos últimos dois anos, ela fez parte da equipe do Google, onde foi diretora de marketing para a região nos segmentos Android, Google Play e hardware.

Em outubro, Amit Eisler assumiu como chefe de gabinete da Xiaomi para América Latina. Ele estava na CPA, onde trabalhou por quatro anos e foi diretor de desenvolvimento de negócios.

Luiz Fernando de Biazzi assumiu em outubro a liderança da área de logística da Xiaomi. Nos últimos três anos, ele atuou como diretor de logística da Apple no Brasil.

Também faz parte da equipe Rogério Marçal, gerente de pós-venda. Ele veio da Nokia, onde atuou por seis anos como gerente de assistência ao cliente.

Esses profissionais ficam em São Paulo, onde a Xiaomi já conta com uma equipe desde julho, quando chamou Leo Marroig para gerente geral da empresa na América Latina e Chen K. Lung para gerente de projetos.

Recentemente, o vice-presidente da Xiaomi, o brasileiro Hugo Barra, afirmou ao Cnet que o plano para 2015 é focar em um mercado de cada vez.

"No início deste ano, nós falamos sobre o desejo de estar em 10 mercados até 2014, mas percebemos que era mais inteligente colocar o máximo de esforço na Índia e na Indonésia antes de se expandir ainda mais", explica.

A companhia chinesa também tem outros mercados em mente para atingir no próximo ano, como Rússia, México, Turquia e Tailândia.

A Xiaomi até agora evitou países ocidentais, como os EUA e Reino Unido, mas a sua presença em oito mercados, incluindo a China, já é suficiente para torná-la a terceira maior fornecedora de smartphones no mundo. Ele fica atrás apenas de Samsung e Apple, de acordo com dados do IDC.