Ideval Munhoz, presidente da T-Systems do Brasil.

A T-Systems, empresa de outsourcing de TI do grupo Deutsche Telekom, vai reabrir seu escritório em Porto Alegre no segundo semestre de 2013.

O modelo de negócio da companhia agora vai ser diferente do adotado entre 2007 e 2011, quando o escritório gaúcho atendia basicamente a multinacional de sistemas de RH americana ADP, que acabou optando por internalizar o desenvolvimento.
 
Um dos primeiros novos clientes no Rio Grande do Sul é a Randon, para quem a T-Systems está presentado serviços relacionados com o sistema de gestão SAP instalado na companhia, um dos pontos fortes da multinacional alemã.
 
“Acredito que temos um bom potencial nos segmentos de manufatura e autopeças, que tem uma boa base instalada SAP no Rio Grande do Sul e nos quais nós somos tradicionalmente fortes”, explica Ideval Munhoz , presidente da T-Systems do Brasil.
 
De acordo com o executivo, a proposta da T-Systems passa por agregar valor à prestação de serviço de outsourcing incluindo tecnologias como RFID para fazer comunicação máquina a máquina (M2M, na sigla em inglês) no chão de fábrica dos clientes.
 
Munhoz não abre metas de clientes ou contratações para o escritório gaúcho - a empresa também já abriu um no Rio de Janeiro e projeta outro para Minas Gerais.
 
O modelo de prestação de serviços da T-Systems envolve o uso de especialistas espalhados pelos seus 11 escritórios e mais de 2,3 mil colaboradores no Brasil, mas a título de comparação, a operação curitibana tem 130 funcionários. 
 
A de Blumenau, que também funciona como um centro de prestação de serviços para o exterior, tem 300. Ainda não foi definido quem liderará o time comercial em Porto Alegre.
 
A T-Systems fechou 10 novos contratos de outsourcing no Brasil no ano passado, dobrando o número total. Como os contratos são tem períodos de três a cinco anos, o impacto no faturamento é gradativo. 
 
O ano passado teve crescimento de 8% - cifra considerada positiva em um período que viu o PIB crescer 0,9% - mas a expectativa para 2013 é chegar a 20%. O primeiro trimestre viu alta de 30%.
 
Acelerar o ritmo de crescimento no Brasil da empresa é a missão de Munhoz, que nos últimos seis anos foi responsável pelo início das operações das indianas HCL e Satyam no país e assumiu a nova posição da T-Systems em agosto do ano passado. O ano de 2011 teve alta de 7% e o de 2010 queda de 1,2% no faturamento. 
 
Munhoz não revela números de faturamento, mas o seu antecessor, o suíço Dominik Yves Maurer, abriu em 2011 que a receita naquele ano havia sido de R$ 360 milhões, com meta de chegar a R$ 1 bilhão até 2016.
 
Com o crescimento de 8%, o número atualizado passa a ser R$ 388 milhões e caso, a meta para este ano seja batida, chegará a R$ 466 milhões.
 
Com presença em mais de 20 países, e cerca de 52,7 mil colaboradores, a T-Systems registrou um faturamento de 10 bilhões de euros em 2012.
 
* Maurício Renner cobre o SAP Fórum em São Paulo à convite da SAP.