Alphonse Voigt (CEO) Wagner Ruiz (CFO) e João Del Valle (COO), fundadores da Ebanx. Foto: divulgação.

A Ebanx, fintech curitibana especializada em pagamentos, deu início à sua expansão pela América Central, inaugurando operações na Costa Rica e, até o final do primeiro semestre, em El Salvador, Panamá, Guatemala e República Dominicana. 

Com o movimento, a fintech chega a 15 países da América Latina, expandindo seus negócios a toda a região, e agrega às suas operações um mercado de e-commerce de aproximadamente US$ 12 bilhões.

Segundo a empresa, a escolha da Costa Rica foi por ela ser um mercado de referência: é líder em e-commerce na região e mais de 80% da sua população tem acesso à internet. De acordo com o Banco Mundial, 70% dos adultos são bancarizados e 27% já fizeram compras on-line.

Já o Panamá tem um dos maiores mercados de e-commerce, com volume aproximado de US$ 700 milhões, segundo a Visa. No entanto, apenas 10% da população já fez uma compra on-line. 

Em El Salvador, a porcentagem chega a 6%. Na República Dominicana, 12%, e, na Guatemala, 7,6% da população faz compras na internet.

"Estamos muito felizes em iniciar nossa expansão pela América Central, uma região que cresce rapidamente em termos de e-commerce e digitalização, e que tem um grande potencial ainda desconhecido das empresas globais", afirma André Boaventura, sócio e CMO da Ebanx. 

Segundo o executivo, a chegada da Ebanx vai permitir que estas empresas globais expandam sua atuação na região, além de causar um impacto positivo ao ampliar o acesso desta população a produtos e serviços digitais.

Além disso, a empresa está expandindo seu alcance na América do Sul, com operações recém-iniciadas no Paraguai. 

A fintech já alcança um mercado de mais de 500 milhões de pessoas na região e, no Paraguai, 93% dos consumidores on-line começaram a fazer compras pela internet nos últimos quatro anos.

Fundada em 2012, a Ebanx começou a oferecer suas soluções de pagamentos fora do Brasil, seu país de origem, em 2015. Na época, iniciou operações no México e no Peru.  Nos anos seguintes, vieram Colômbia, Chile, Argentina, Equador, Bolívia e Uruguai. 

Com a plataforma, mais de mil sites internacionais expandiram para a região. Entre os clientes, estão AliExpress, Wish, Uber, Pipedrive, Airbnb e Spotify.

No fim de 2019, a fintech tornou-se mais um unicórnio brasileiro, com um aporte de valor não revelado do fundo americano FTV Capital.

Já no ano passado, a empresa intermediou mais de 145 milhões de transações, o que representou um salto de 38% sobre 2019. Sem considerar o Brasil, o avanço foi ainda superior, de 200%. A cifra total movimentada no período não foi revelada.

No final do ano, a presença da fintech em Curitiba colocou a capital paranaense entre as 13 cidades listadas no ranking Ecosystems to Watch, junto com cidades como Frankfurt, na Alemanha, Manila, nas Filipinas, e Cairo, no Egito.

Em janeiro de 2021, a Ebanx comprou uma fatia de 30% do banco Topázio, instituição financeira gaúcha ligada ao grupo Ernesto Corrêa e, hoje, a empresa oferece mais de 100 opções de locais de pagamento da América Latina, com mais de 70 milhões de pessoas usando a plataforma.