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Seguindo a experiência do New York Times, a Folha de S. Paulo anunciou que a partir desta quarta-feira, 20, começará a cobrar por seu conteúdo online.

O serviço custará R$ 1,90 no primeiro mês e R$ 29,90 nos meses seguintes.

Com a mudança, a marca Folha.com deixa de existir. Já o conteúdo da versão impressa continuará disponibilizado mediante pagamento.
 
O limite para leitura de textos online é de 20 mensais. Depois que atinge essa cota o usuário deve preencher um cadastro para que mais 20 sejam liberados. Conforme o veículo, a partir do 42° clique e o usuário é "convidado a fazer uma assinatura paga”.
 
A capa e projetos como o Folha Transparência não terão taxa de pagamento. Recentemente, o paywall tem se mostrado uma tendência mundial questionando os conceitos de conteúdo livre na internet.

Em abril de 2011, o The New York Times adotou este modelo em sua publicação online, cobrando  de visitantes frequentes pela exibição de seu conteúdo.

Nos primeiros meses, o tráfego do NYT levou um baque e permaneceu abaixo do registrado antes da decisão. No entanto, o número de assinantes continua a crescer . É o que aponta o último balanço trimestral.

O volume de assinantes avançou 62% desde o segundo trimestre de 2011, quando registrava 281 mil pagantes. O custo da assinatura varia entre US$ 15 e US$ 35 mensais.

A “degustação” do conteúdo por quatro semanas custa US$ 0,99 e assinantes da versão impressa do jornal têm acesso gratuito ao conteúdo digital.

A receita gerada pela circulação dos veículos de notícia impressos pertencentes ao New York Times Media Group registra um crescimento da ordem de 12,8% chegando aos US$ 190 milhões.

Nesta linha estratégica, o NYT lançou também uma campanha comercial exclusiva para a internet.