Senhas armazenadas no smartphone podem ser um perigo. Foto: divulgação.

Um levantamento realizado pela Eset, empresa de soluções de segurança, revela que 58% dos usuários na América Latina armazenam suas senhas de acesso em seus smartphones.

Segundo a pesquisa, estes dados de acesso a serviços como e-mail, redes sociais e internet banking podem ser facilmente usados por terceiros, no caso de roubo, perda ou furto do equipamento. 63,1% dos entrevistados admitiram que já tiveram um smartphone ou tablet roubados.

A maior incidência de senhas armazenadas em smarpthones são de serviços como redes sociais e e-mail. Em seguida vem dados ainda mais sensíveis como apps de pagamento móvel  e internet banking.

Além disso, o levantamento identificou também que 68,8% dos usuários da América Latina utilizam smartphones pessoais na empresa e 40,4% armazenam informações corporativas nesses dispositivos.

Em relação às medidas que os usuários adotam para proteger os dispositivos móveis, 61,2% estabelecem uma senha de bloqueio do equipamento, 43,5% utilizam o bloqueio do cartão SIM com um número PIN, 35% atualizam o sistema operacional e as aplicações e 24% utilizam uma solução de segurança específica.

Para André Goujon, Especialista de Pesquisa & Conscientização da ESET América Latina, uma saída para aumentar a segurança do usuário é o uso de soluções que protejam os telefones de códigos maliciosos e mensagens não solicitadas, e possibilitem apagar remotamente a informação no caso do aparelho ser extraviado ou roubado.

“Não adotar algum tipo de medidas equivaleria a deixar uma casa ou um automóvel abertos durante todo o dia”, complementa.

No caso do Android, a segurança ainda é um ponto sensível. Um estudo divulgado pela F-Secure em agosto passado identificou a existência de 19 novas famílias de malwares para Android, além das 21 variações de vírus antes existentes.

O levantamento identificou que as ameaças no período cresceram 64% no período, em relação ao trimestre anterior.

Foram mais de 5 mil ameaças em pacotes de aplicativos APK (Android Application Package Files) no período, enquanto a quantidade de vírus criados para roubar dados de usuários de tablets e smartphones chegou a 67,2%.