Carlos Eduardo Santana. Foto: divulgação.

Apontado como uma tendência para o futuro, mas ainda pouco visto pelos CIOs como uma estratégia de negócios, o conceito de gamificação (ou gamification, em inglês) é uma das apostas da EMC para o segmento financeiro.

A empresa (assim como suas subsidiárias), conhecida por suas tecnologias de infraestrutura, serviços, big data e virtualização, levantou o debate sobre o uso da gamificação durante o Ciab Febraban 2015, em São Paulo.

A gamificação, usada por enquanto com mais frequência em verticais com o varejo, consiste na aplicação de técnicas e filosofia de jogos em processos de negócio, criando uma competição interna para atingir metas e objetivos de negócio.

Segundo a multinacional, o uso de elementos de games é algo que ganhará tração nos próximos anos, e a empresa quer estar presente com as soluções para acompanhar esta transição no setor financeiro.

Conforme explica Carlos Eduardo Santana, executivo de Big Data e Analytics da EMC, um dos desafios atuais dos bancos é o de buscar engajamento entre seus clientes e funcionários, principalmente entre os mais jovens.

"Os chamados millenials estão se bancarizando em meio a uma realidade conectada e remota aos bancos. Mobilidade, big data e gamification são tendências que podem colaborar para incrementar o valor e experiência para os clientes", afirmou Santana.

Para propor esta mudança, a EMC quer se consolidar como um veículo para a transformação dos bancos através de usos de gamificação. Para entregar isso, soluções como cloud híbrida, big data e serviços de consultoria entram em jogo.

"Por enquanto, estamos trabalhando forte em nosso braço de consultoria para avaliar e desenvolver projetos de aplicação, baseados em nossas soluções de software e infraestrutura", explicou o executivo.

Ajudando a vender o conceito, a EMC tem um exemplo de dentro de casa. No ano passado, a empresa aplicou em sua rede de 5 mil canais e 15 mil engenheiros de venda na América do Norte uma iniciativa utilizando elementos do golfe para incentivar treinamentos, vendas e desempenho de sua rede de parceiros.

Embora a EMC não revele números sobre a participação desta iniciativa dentro dos negócios da companhia, Santana revela que o Brasil ainda está tímido na adoção. No exterior, empresas financeiras como MasterCard já desenvolveram projetos com a multinacional.

De acordo com o executivo, boa parte dos bancos locais já estão com projetos internos em andamento para reavaliar seus processos para engajar clientes e colaboradores, uma oportunidade que pode se abrir para uso de gamification.

"Acredito que a partir do ano que vem já teremos projetos mais avançados de gamification no setor financeiro", avalia Santana.

* Leandro Souza cobre o CIAB Febraban a convite da SAP.