Jean-Rene Fourtou, presidente da Vivendi. Foto: divulgação.

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A Vivendi considera vender a GVT, sua unidade de Telecom no Brasil, por algo entre € 7 bilhões e € 8,5 bilhões.

Fontes citadas pela Reuters, identificadas apenas como “familiarizadas com o assunto”, indicam que a venda é estudada para dar um impulso nos negócios da companhia francesa, que amarga dívidas de € 14 bilhões, pelo que as ações têm enfrentado queda contínua.

Além disso, desentendimentos internos também tem remexido a estrutura da Vivendi, que em junho passado mudou de comando: o presidente do conselho de Administração, Jean-Rene Fourtou, de 72 anos, assumiu o posto deixado por Jean-Bernard Levy, que saiu da companhia.

A saída do executivo, conforme as fontes da Reuters, se deu exatamente por divergências quanto à forma de reestruturar o grupo, cujo valor de mercado é avaliado em € 20,5 bilhões.

Tanto que a GVT não é a primeira sugestão de venda a rodar nas internas da Vivendi: nas últimas semanas, a companhia promoveu rodadas de discussões para buscar interessados em sua participação de 60% na Activision.

Entretanto, nenum dos contatados se propôs a pagar o prêmio que o grupo francês buscava, de pelo menos 12% sobre o valor de mercado de US$ 8,3 bilhões da empresa, especializada em games.

A GVT, por sua vez, desponta como uma boa cartada: no primeiro trimestre deste ano, aumentou a receita em 30% ano/ano, somando € 432 milhões (R$ 1,1 bilhão).

Os especialistas citados pela Reuters destacam que a venda da companhia é uma tentativa do conglomerado francês de reduzir suas participações no setor de telecomunicações, que Fortou consideraria “muito arriscado e intensivo em capital”.

COMPRA

A Vivendi comprou a GVT em 2009, após uma disputa oferta a oferta com a Telefônica.

A francesa adquiriu, inicialmente, 57,5% das ações com direito a voto, a R$ 56 cada, e 53,7% do capital da operadora brasileira, o que somou R$ 3,5 bilhões.

No ano seguinte, a Vivendi elevou a participação para 72,1% da GVT.