SANAR DÍVIDAS

Vivendi põe GVT à venda?

19/07/2012 16:32

Negociação seria estudada para dar um impulso na companhia francesa. Venda seria entre € 7 bilhões e € 8,5 bilhões.

Jean-Rene Fourtou, presidente da Vivendi. Foto: divulgação.

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A Vivendi considera vender a GVT, sua unidade de Telecom no Brasil, por algo entre € 7 bilhões e € 8,5 bilhões.

Fontes citadas pela Reuters, identificadas apenas como “familiarizadas com o assunto”, indicam que a venda é estudada para dar um impulso nos negócios da companhia francesa, que amarga dívidas de € 14 bilhões, pelo que as ações têm enfrentado queda contínua.

Além disso, desentendimentos internos também tem remexido a estrutura da Vivendi, que em junho passado mudou de comando: o presidente do conselho de Administração, Jean-Rene Fourtou, de 72 anos, assumiu o posto deixado por Jean-Bernard Levy, que saiu da companhia.

A saída do executivo, conforme as fontes da Reuters, se deu exatamente por divergências quanto à forma de reestruturar o grupo, cujo valor de mercado é avaliado em € 20,5 bilhões.

Tanto que a GVT não é a primeira sugestão de venda a rodar nas internas da Vivendi: nas últimas semanas, a companhia promoveu rodadas de discussões para buscar interessados em sua participação de 60% na Activision.

Entretanto, nenum dos contatados se propôs a pagar o prêmio que o grupo francês buscava, de pelo menos 12% sobre o valor de mercado de US$ 8,3 bilhões da empresa, especializada em games.

A GVT, por sua vez, desponta como uma boa cartada: no primeiro trimestre deste ano, aumentou a receita em 30% ano/ano, somando € 432 milhões (R$ 1,1 bilhão).

Os especialistas citados pela Reuters destacam que a venda da companhia é uma tentativa do conglomerado francês de reduzir suas participações no setor de telecomunicações, que Fortou consideraria “muito arriscado e intensivo em capital”.

COMPRA

A Vivendi comprou a GVT em 2009, após uma disputa oferta a oferta com a Telefônica.

A francesa adquiriu, inicialmente, 57,5% das ações com direito a voto, a R$ 56 cada, e 53,7% do capital da operadora brasileira, o que somou R$ 3,5 bilhões.

No ano seguinte, a Vivendi elevou a participação para 72,1% da GVT.

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Presidente da GVT no conselho da Vivendi

O presidente da GVT, Amos Genish, acaba de entrar para o Conselho Executivo de Administração da Vivendi, que controla a operadora desde novembro de 2009.

Desta forma, a operadora brasileira passa a participar das decisões do grupo francês.

O conselho é responsável por traçar as estratégias globais de atuação da Vivendi, assim como as políticas de investimentos e inovação.

Vivendi: mais compras no Brasil

O grupo francês Vivendi, que em 2009 levou a GVT por US$ 5,4 bilhões, quer fazer mais compras no Brasil.

“Queremos encher os canos da GVT com conteúdo e serviços”, afirmou em entrevista ao Financial Times desta quarta-feira, 12, o CEO da Vivendi, Jean-Bernard Lévy.

Para o executivo, o mercado brasileiro é “quase inexplorado”.

Vivendi mira investimentos no Brasil
O presidente da Vivendi, Jean-Bernard Levy, já havia declarado que a empresa está em busca de alvos para aquisições, como parte de sua estratégia para crescer em mercados emergentes.

Agora, porém, o papo ficou mais claro: segundo matéria publicada no Financial Times desta sexta-feira, 05, a operadora estaria avaliando oportunidades de investimento no Brasil.