Companhia alemã expandindo operações no Brasil: flickr.com/photos/historian77

A CHG-Meridian, companhia alemã de leasing operacional de equipamentos de TI está trazendo suas operações no Brasil.

Segundo informações do Computerworld, o grupo deverá receber em 2013 a autorização do Banco Central.

A empresa, presente em 19 países e com 35 escritórios em todo o mundo, aposta em uma abordagem consultiva para conquistar seu espaço no mercado.

“Nosso diferencial vai além de financiamento, buscamos ajudar as empresas a otimizarem seus processos”, sintetiza Juergen Mossakowski, presidente mundial da CHG.

No próximo ano, a empresa, que já conta com um escritório em São Paulo e um time de sete pessoas, pretende dobrar o número de colaboradores.

A expectativa é que a operação nacional registre faturamento de 50 milhões em 2013, volume que deve duplicar em 2015.

Segundo o executivo, a empresa realiza serviços como análises de custos, configuração, instalação e ajuda na implementação. A forma de pagamento é efetuada em uma base mensal.

"Trata-se de uma abordagem completa, já que cada cliente tem uma necessidade”, destaca.

LEASING

Para Mossakowski, a atualização frequente dos equipamentos faz do leasing operacional uma alternativa estratégica para os negócios

Além disso, de acordo com a CHG, a modalidade tem, em média, um custo 20% menor do que a aquisição de um equipamento.

A CHG oferece financiamento para todo o tipo de hardware. Na carteira de 9 mil clientes, a empresa conta com nomes grandes como a Volkswagen. Porém, o maior foco de atuação da CHG são os médios e grandes negócios.

As conversas com possíveis clientes já começaram, de acordo com Mossakowski.

“O Brasil é um mercado em potencial, altamente atrativo, sendo uma de nossas prioridades”, avalia o presidente. Na Europa, afirma, o mercado mostra sinais de retração e por isso a aposta em países emergentes.

BYOD

Mossakowski não mostra muita preocupação com o movimento do bring your own device (BYOD), no qual a empresa promove o uso de dispositivos pessoais no ambiente de trabalho, não representa uma ameaça para o crescimento da CHG.

“É uma tendência. O mercado não vai desaparecer para nós, porque nossa atuação não está somente focada em leasing, mas também em compra. Perdemos de um lado, mas ganhamos de outro”, finaliza.