São Paulo terá energia solar em breve. Foto: flickr.com/photos/eletrosul.

A Secretaria de Energia de São Paulo assinará nesta semana a ordem de serviço para a construção da primeira usina solar ligada à rede elétrica de São Paulo.

O projeto, orçado em cerca de R$ 13,3 milhões, foi desenvolvido pela USP e pela Companhia Energética de São Paulo, conforme matéria da Exame.com.

A miniusina, com cerca de 2,5 mil painéis solares em uma área de 10 mil m², será implantada no parque Villa Lobos, com o objetivo de testar a capacidade de geração de energia fotovoltaica da cidade.

Com capacidade de 500 quilowatts, a estrutura ajudará a formar uma base de dados mais apurada sobre o potencial deste tipo de energia na capital.

"A ideia é que estas informações fiquem à disposição de pesquisadores que fazem estudos neste área. Além disso, será possível avaliar com mais precisão como a energia solar se integra à rede normal de energia elétrica", afirma o engenheiro Rafael Herrero Alonso, do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI).

O projeto terá duração de três anos e, segundo o LDI, irá ampliar o conhecimento já existente a partir do Atlas Solarimétrico do Brasil, divulgado em 2000.

A usina estará interligada à rede pelo sistema Smart Grid, operado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que fará a compensação da energia de forma inteligente e automatizada, de acordo com a demanda.

ENERGIA VIÁVEL

Os painéis na capital paulista fazem parte das 18 propostas de empresas do setor elétrico aprovadas em 2011 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com o objetivo de tornar a energia solar economicamente viável no país.

O investimento na área chega a ordem de R$ 400 milhões, com o objetivo de reduzir a R$ 100 o megawatt/hora atuais da energia de origem fotovoltaica, o mesmo patamar da energia eólica.

Em Setembro, Porto Alegre anunciou um projeto de placas solares na Usina do Gasômetro, em um investimento de R$ 11,7 milhões para a produção de de 550 kWp (quilowatts/pico) em uma área de aproximadamente 3,5 mil m². O projeto tem previsão de conclusão em três anos.