Visiona quer ser referência. Foto: divulgação.

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A Visiona, empresa nacional nascida de uma joint-venture entre a Telebrás e a Embraer, quer ir além da produção de satélites e ser uma peça importante programa espacial brasileiro. O plano é se estabelecer como integradora de sistemas espaciais.

Segundo reporta o Valor, a empresa está engajada na missão de desenvolver e impulsionar a cadeia espacial brasileira, tanto na produção de componentes como no desenvolvimento de tecnologias e sistemas embarcados para satélites.

"A estratégia industrial da Visiona passa pelo uso intensivo da indústria nacional e deverá buscar a nacionalização crescente dos sistemas utilizados em seus satélites. Para que essa tarefa seja feita sem riscos e sem onerar o custo das missões, a empresa precisará de parceiros fortes, afirmou o presidente da Visiona, Eduardo Bonini, ao jornal.

Em 2013, a empresa de São José dos Campos foi escolhida pelo governo para participar da produção de um satélite geoestacionário (SGDC), dispositivo que será a âncora para a ampliação do Plano Nacional de Banda Larga e comunicações militares e estratégicas do governo.

O satélite, cuja integração dos sistemas ficará por conta da Visiona, deve ser lançado no segundo semestre de 2016. O satélite está sendo fabricado pela Thales Alenia Space e o lançamento será contratado da também francesa Arianespace. O custo total do projeto é de R$ 1,3 bilhão.

Depois da participação no projeto do SGDC, a ideia de Bonini é de que a Visiona lidere as ações na cadeia industrial, desenvolvendo com os demais atores do setor e aumentando a competitividade da indústria aeroespacial brasileira.

"O objetivo é consolidar e inserir a base industrial nacional no mercado internacional com a exportação de satélites e de serviços espaciais", afirmou Bonini.

A ideia da Visiona encontra paralelo no plano ensaiado pelo governo gaúcho no ano passado, com o Polo Espacial Gaúcho, criado após uma missão do governo do estado à Israel.

Uma iniciativa do governo, ao lado de universidades e iniciativa privada, o polo se ancorou em um projeto da portoalegrense AEL Sistemas, que previa o desenvolvimento de um microssatélite para o edital Inova Aerodefesa, da Finep. No entanto, do valor inicialmente solicitado de R$ 43 milhões, o projeto recebeu apenas R$ 5 milhões.

Sediada no Parque Tecnológico de São José dos Campos, a Visiona tem cerca de 45 funcionários egressos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Embraer e do programa de absorção de tecnologia do SGDC.