Oi está fazendo cortes nos seus sistemas. Foto: flickr.com/photos/alsokaizen

A fusão com a Portugal Telecom, anunciada em outubro, já está produzindo resultados na Oi, pelo menos no que diz respeito ao ambiente de TI.

Até novembro, a operadora reduziu em 14% os sistemas existentes por de consolidações com os já existentes na Portugal Telecom e até o fim do ano, a meta é acabar com 18% das aplicações.  Em relação ao volume inicial, a queda é de 30%. 

Outro projeto em curso - também desenhado com a PT - é a substituição do sistema de gerenciamento do relacionamento com o consumidor. Em nota, a Oi não dá maiores detalhes sobre a troca.

A Oi calcula que a melhoria nas taxas de produtividade, em função de novos processos e renegociação de contratos, terá impacto financeiro positivo, com redução média de 20% no custo dos projetos. 

Com os novos processos, o tempo de entrega dos grandes projetos de TI diminuiu em 21%. É o caso do plano Oi Galera, lançado em setembro, que foi entregue em 30 dias, já se beneficiando destas melhorias.

Como resultado dos investimentos que vem sendo feitos, já foram concluídos vários projetos previstos no plano de sistemas: implementação de soluções para definir as melhores promoções a serem ofertadas a cada cliente, automação da força de vendas no segmento empresarial e corporativo, gestão de tráfego de roaming e consolidação de sistemas antifraude. 

Está ainda em fase de rollout a implementação da solução de gestão da força de trabalho, apoiada na solução Click, referência de mercado. 

O projeto Click começou sua operacionalização em Minas Gerais, onde a implantação já foi concluída, e estará em todo o Brasil até 2014.

Em nota, a Oi afirma que o novo sistema permitirá que a companhia gerencie de forma integrada todos os serviços contratados pelo cliente (telefonia fixa, móvel, banda larga e TV), reforçando a visão por cliente, e não por produto.

As mudanças ocorrem em meio ao processo de fusão, que deve se concretizar em 2014 e originará uma nova empresa, a CorpCo.

A CorpCo será uma  multinacional com cerca de 100 milhões de clientes e permitirá captura de sinergias de cerca de R$ 5,5 bilhões. A Oi será uma subsidiária da CorpCo, que vai incorporar a Portugal Telecom.

Com este injeção de recursos, a Oi pretende impulsionar de vez sua estratégia para sair da difícil situação financeira apresentada nos últimos anos, em que somou uma dívida líquida de quase R$ 30 bilhões. Somente no último trimestre, a operadora fechou com o prejuízo de aproximadamente R$ 130 milhões.

Para analistas, a fusão tem tudo para devolver o status de grandeza para a Oi, que amarga o último lugar entre as quatro principais operadoras do país, com um market share de 18,71, atrás da Claro (25,1%), TIM (27,17%) e Vivo (28,67%).