A pequena cidade de Adrianópolis. Foto: divulgação.

O Grupo Positivo assinou esta semana um acordo de cooperação para ensino e pesquisa com o município paranaense de Adrianópolis, com o plano de melhorar a realidade do município, que conta com um dos mais baixos índices de desenvolvimento humano (IDH) do estado.

Por meio de um convênio, firmado entre o curso de pedagogia da Universidade Positivo (UP), a Editora Positivo e a Secretaria de Educação e Cultura de Adrianópolis, os alunos da rede municipal de ensino receberão material didático para alunos de 1 a 10 anos, entrando no projeto Aprende Brasil, da Editora Positivo.

"A transformação do município vai começar pela educação", afirma a secretária municipal de Educação e Cultura, Antônia Dalva Sanches Dias.

Distante 130 quilômetros da capital paranaense e integrante da região Metropolitana de Curitiba, Adrianópolis fica no Vale do Ribeira, com cerca de 6,3 mil habitantes. O IDH da cidade é de 0,683, ficando abaixo da média nacional, que é 0,744.

Há três décadas, a cidade sofreu contaminação por chumbo, o que afastou boa parte da população e afetou diretamente as opções de saúde, emprego e educação. O PIB per capita do município é de R$ 8.360,89 e a cidade conta com apenas 918 empregos formais, segundo o Ministério do Trabalho.

A intenção, segundo Rogério Mainardes, é que a cidade torne-se uma extensão do Núcleo de Estudos e Laboratório de Cidades da Escola de Comunicação e Negócios da UP, instituição fundada em 1988 e que conta atualmente com 27 mil alunos.

Com a iniciativa, professores e estudantes dos 54 cursos da instituição vão desenvolver diferentes projetos - dentro de suas áreas de ensino - em prol do desenvolvimento econômico, social e ambiental do município, que passa a ser o primeiro estudo de caso do Laboratório de Cidades.

De setembro a novembro, foram realizadas expedições para diagnosticar as demandas e estabelecer ações de prazo imediato, curto prazo e médio prazo, para atender as necessidades básicas da população.

O objetivo do Grupo Positivo, especialmente da UP, por meio de sua Escola de Comunicação e Negócios, é o de aproveitar a expertise dos cursos da instituição para auxiliar no crescimento e desenvolvimento local.

O curso de Arquitetura e Urbanismo, por exemplo, vai atuar na revisão do plano diretor da cidade (no aspecto relativo à expansão urbana), no estudo da reforma da praça central, em projetos de mobilidade (vias urbanas, estacionamento rotativo, planejamento e racionalização do trânsito) e na reforma e adaptação de estabelecimentos públicos e privados.

Os cursos de Medicina e Odontologia passam a atuar com foco na prevenção primária e educação em saúde, por meio de campanhas e palestras. Alunos e professores de Engenharia de Produção vão buscar soluções para o desenvolvimento da cooperativa de leite da cidade.

"Nosso propósito é que o apoio socioeconômico seja mesclado com a oportunidade de os acadêmicos usarem os conhecimentos adquiridos em sala de aula de maneira prática", explica Rogério Mainardes.

Entre outras ações previstas, o comércio de Adrianópolis receberá a consultoria dos laboratórios de Varejo e Vendas, para o desenvolvimento de diagnósticos, capacitação e palestras sobre organização de loja, atendimento, gestão de estoque e gestão financeira, entre outros assuntos ligados ao negócio.

Já os cursos de Mestrado e Doutorado em Gestão Ambiental preveem um projeto de coleta seletiva do lixo, soluções na área de turismo de aventura (já que a região concentra cavernas, rios e montanhas) e a organização do Parque Estadual das Lauráceas, entre outras iniciativas.

A área de gestão pública vai contar com o apoio dos cursos de Administração, Economia, Contabilidade e Análise e Desenvolvimento de Sistemas, entre outros, para a revisão e atualização da estrutura funcional, capacitação dos servidores públicos e alocação dos recursos públicos.

O projeto, embora não envolva o uso direto de tecnologias fabricadas pela Positivo, se assemelha a outros de marcas como a Vivo, que adotaram pequenas cidades de interior para fomentar seu desenvolvimento e colocar em práticas práticas inovadoras.

No caso da Vivo, a operadora desenvolveu um projeto piloto para tornar Águas de São Pedro, pequena cidade turística do interior paulista, na primeira cidade digital do país. A partir da modernização da infraestrutura de telecomunicações da cidade, soluções digitais auxiliam na educação, saúde, turismo e espaços públicos, além da oferta de altas velocidades de banda larga.