Guilherme Bernard. Foto: divulgação.

Um levantamento divulgado pela Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) apontou um crescimento de 15% no faturamento das empresas de TI locais em relação aos resultados de 2013. Apesar do aumento, o número representa um recuo na média de crescimento do setor nos últimos anos, que ficava na casa dos 20%.

Mesmo com o recuo, o resultado foi considerado positivo em função do fraco resultado econômico do país neste ano. A indústria catarinense, por exemplo, teve recuo de 0,8% em vendas, de acordo com balanço relativo ao período de janeiro a outubro divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).

Segundo a entidade, um dos fatores que favoreceu o desempenho de algumas associadas foi o modelo de Verticais de Negócios da associação, que conta com 123 companhias participantes.

A iniciativa possibilita o contato estratégico entre empresas que atuam no mesmo segmento — Agronegócio, Cloud Computing, Educação, Energia, Games, Governo, Manufatura, Saúde, Segurança, Sustentabilidade, Telecom e Têxtil.

Um levantamento promovido pela entidade junto a 67 empresas verticalizadas indicou crescimento de 37,8% no faturamento, contabilizando R$ 472,6 milhões em 2012 e R$ 651,2 milhões no ano seguinte.

De acordo com o presidente da Associação, Guilherme Bernard, apesar da boa projeção, algumas medidas são necessárias para fortalecer ainda mais o setor. São aproximadamente 1,8 mil empresas de TI em Santa Catarina que empregam mais de 20 mil pessoas.

“Um desafio aos negócios de tecnologia é planejar a busca de negócios internacionais, de modo a ficarem menos dependentes do mercado brasileiro” diz.

Segundo dados divulgados pela Acate em novembro, o volume de recursos públicos captados como fomento para PD&I também cresceu, porém o número ainda é muito pequeno, e representa um dos gargalos do setor: a carência por mais recursos que estimulem o investimento em inovação nas diferentes fases da vida da empresa.

Por outro lado, o setor teve uma expansão significativa nos investimentos privados realizados em PD&I, chegando a R$ 36,6 milhões em 2013, o que representa 78% dos investimentos das empresas em PD&I - um increscimento de 47,5% em relação ao ano anterior.