Sofia Cavedon (PT-RS), durante a campanha eleitoral de 2009. Foto: flickr.com/photos/sofiacavedon2009.

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A vereadora Sofia Cavedon (PT-RS) protocolou no início da semana uma proposta de emenda parlamentar visando transformar o estádio Olímpico em um novo centro de eventos em Porto Alegre.

A emenda foi feita em um projeto da bancada do PSOL, que no final do ano passado apresentou um projeto visando tombar o estádio, sem dar uma destinação específica para o mesmo.

Na prática, a inciativa de Sofia ressuscita o debate sobre o projeto da bancada do PSOL, que encontrou repúdio generalizado quando da sua apresentação, no final de 2012.

O projeto não chegou a ir a votação, mas o prefeito José Fortunati (PDT-RS) afirmou que vetaria o mesmo, caso aprovado.

Ao contrário do projeto da bancada do PSOL, apresentado uma semana depois da inauguração da Arena do Grêmio, a emenda de Sofia surge em que começam a aparecer os primeiros conflitos entre a Arena Empreendimentos, empresa responsável pela gestão do novo estádio e o Grêmio, além de críticas por parte de alguns setores da torcida tricolor sobre limitações impostas na nova casa gremista.

“A posição privilegiada do Estádio Olímpico, possibilidades de estacionamento e atendimento por transporte público tornam este espaço muito adequado à constituição de um Centro de Eventos”, afirma o texto da proposta de Sofia, que destaca ainda que uma eventual adaptação do espaço seria feita “preservando a fachada e a estrutura que caracterizam a história e paixões gremistas”.

A proposta não esclarece qual seria o custo de fazer uma adaptação do tipo. O projeto do centro de eventos gaúcho, que chegou a ser encomendado a Oscar Niemayer meses antes da morte do arquiteto, previa um local servirá para a realização de congressos, seminários, espetáculos culturais e outras atividades para 10 mil pessoas em 100 mil metros quadrados.

Parte da razão pela qual o Grêmio optou por construir um novo estádio foram os altos custos de manutenção da estrutura do Olímpico, cujo anel inferior foi inaugurado nos anos 50, assim como baixo padrão de conforto, segurança e serviços, estacionamentos insuficientes e localização em região muito habitada.

Assim como a proposta do PSOL, a proposta de Sofia não menciona como seria resolvido o problema gerado por um eventual tombamento. O acordo do Grêmio com a OAS, que investiu cerca de R$ 500 milhões na construção da Arena, previa a demolição do Olímpico e a construção de prédios residenciais no local.