A Nova Zelândia abriu um programa para empreendedores que inclui o Brasil. Foto: flickr.com/sxbaird.

A Nova Zelândia abriu um programa para empreendedores que inclui o Brasil. A Edmund Hillary Fellowship, em parceria com a Immigration New Zealand, é uma iniciativa que visa a atrair empreendedores, investidores e startups a cada ano para incubação na Nova Zelândia. 

“A Nova Zelândia possui tudo o que é necessário para ser um polo de inovação global e atrair as mentes mais brilhantes do mundo, sobretudo por conta da facilidade de se fazer negócios no país, alto nível educacional, baixíssimos índices de corrupção e boas relações internacionais,” afirma Yoseph Ayele, CEO da Edmund Hillary Fellowship (EHF).

Um dos principais facilitadores do programa é a Global Impact Visas (GIVs), uma nova categoria de vistos que a Immigration New Zealand emitirá aos participantes indicados pela EHF para o programa de três anos. 

Os GIVs oferecem aos bolsistas EHF um visto de trabalho aberto de três anos para viver e trabalhar na Nova Zelândia de forma a desenvolver negócios globais, e oferece elegibilidade para residência após 30 meses no programa.

“Os GIVs são o primeiro tipo de vistos no mundo orientados ao impacto global. É voltado aos talentos empreendedores globais, que  talvez podem não se adequar  a outras categorias de vistos, mas têm a motivação, capacidade e conexões para criar grande valor”, afirma Ayele.

O principal critério de seleção do programa é o impacto, independente do setor de atuação do empreendedor ou do investidor. O projeto deve resolver problemas globais urgentes, mudando o curso da humanidade, segundo o site de inscrição.

Além da ideia, outro ponto observado é a capacidade empreendedora do indivíduo ou do time – tanto em habilidades técnicas quanto gerenciais.

A EHF é uma colaboração entre a organização sem fins lucrativos Hillary Institute for International Leadership e a Kiwi Connect, uma instituição que promove o empreendedorismo de alto impacto na Nova Zelândia.

A iniciativa oferece um programa de três anos de subsídios, com suporte local personalizado e acesso às redes de inovação neozelandesas e recursos para incubar e desenvolver empreendimentos inovadores no país.

"Estamos em busca das mentes mais brilhantes do mundo em todos os estágios de seus empreendimentos e que têm como objetivo criar impacto global positivo a partir da Nova Zelândia", diz Ayele.

As inscrições online estão abertas o ano todo, a partir de 31 de janeiro de 2017. A EHF selecionará a primeira turma de fellows até ao segundo semestre de 2017, com uma nova turma se formando a cada seis meses. Cada grupo reunirá máximo 60 fellows, sendo 50 internacionais e 10 da Nova Zelândia.