Cartão pode ter a bandeira Visa. Foto: divulgação.

O Google está trabalhando em um cartão de débito próprio para conquistar espaço no mundo das fintechs, fazendo um movimento parecido com o da Apple.

Segundo o TechCrunch, o projeto inclui cartões físicos e virtuais que seriam vinculados a uma conta corrente associada, dependendo do banco que o usuário possuir conta corrente.

Até o momento, o Google Pay oferece transações com cartões bancários associados, mas sem cartão próprio.

Já a Apple lançou um cartão de crédito no ano passado com o Goldman Sachs, grupo multinacional financeiro sediado em Nova Iorque.

O cartão do Google deverá funcionar de forma semelhante a ele, conectando-se a um aplicativo e permitindo ao usuário fazer compras com o cartão físico, no telefone ou on-line, com fácil acesso às movimentações financeiras.

O site especula que o cartão pode ter a bandeira Visa, que já é aceita no Google Pay,  sendo ainda possível adicionar e remover fundos da contas vinculadas usando o aplicativo.

Para o TechCrunch, se algo disso acontecer, o Google se apoiará nos bancos para fornecer a infraestrutura e, ao mesmo tempo, vai retirar parte do atrito da experiência bancária.

Isso também daria ao Google a oportunidade de cobrar diversas taxas, abrindo novas fontes de receita altamente lucrativas para a empresa. 

Segundo o Business Insider, o Google já estava de olho nos bancos americanos, como Citi e Stanford Federal Credit Union, há algum tempo.

"Estamos explorando como podemos fazer parceria com bancos e cooperativas de crédito nos Estados Unidos para oferecer contas correntes inteligentes por meio do Google Pay, ajudando seus clientes a se beneficiarem de insights úteis e ferramentas de orçamento”, confirmou a empresa ao BI.

Quando os usuários adicionam cartões, o Google Pay já vincula as informações de pagamento à conta Google. 

Um cartão próprio provavelmente faria o mesmo e poderia permitir à empresa usar as informações de transação para melhorar a segmentação de anúncios, o que geraria uma preocupação com a privacidade.

Ainda de acordo com a publicação, isso pode fazer com que o Google tenha mais dificuldades do que a Apple para vender a ideia do cartão próprio.