O World Community Grid da IBM quer identificar fármacos para a cura do vírus Zika. Foto: Venilton Kuchler/ANPr.

O World Community Grid da IBM, em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), lança estudo que poderá identificar possíveis fármacos para a cura do vírus Zika.

Qualquer pessoa que possua um computador ou dispositivo móvel Android pode fazer parte do projeto batizado de OpenZika. Os voluntários simplesmente instalam um aplicativo em seu aparelho Windows, Mac, Linux ou Android e, automaticamente, passam a realizar experimentos virtuais para os cientistas sempre que esses aparelhos estiverem inativos.

Por meio do projeto OpenZika, o World Community Grid irá acelerar as triagens virtuais de compostos com potencial para formar a base de medicamentos antivirais para exterminar o vírus, que está ligado a graves doenças neurológicas. 

O projeto irá rastrear compostos de bancos de dados já existentes em comparação aos modelos obtidos de estruturas de proteínas do vírus Zika com uma velocidade maior do que em um laboratório tradicional. 

Os resultados serão compartilhados com a comunidade científica e com o público em geral. Os compostos promissores serão, então, testados nos laboratórios em experimentos in vitro.

“A ajuda de voluntários do World Community Grid nos permitirá avaliar computacionalmente mais de 20 milhões de compostos apenas na fase inicial e, potencialmente, até 90 milhões em fases futuras”, diz Carolina Horta Andrade, professora na Universidade Federal de Goiás e pesquisadora líder do projeto OpenZika.

Desde 2004, o World Community Grid atende às necessidades de pesquisadores para potencializar a supercomputação fornecendo, de forma gratuita, uma infraestrutura tecnológica para cientistas. 

Já são mais de três milhões de computadores e dispositivos móveis de 750 mil pessoas e 470 instituições em 80 países que contribuíram para mais de 20 projetos.

"O projeto OpenZika pode ser apoiado por pessoas e organizações do mundo inteiro, com uma ação muito simples: disponibilizando o tempo ocioso de seus computadores, tablets e celulares”, comenta Patrícia Menezes, executiva de Cidadania Corporativa da IBM para América Latina.

Para realizar tais experiências computacionais, os pesquisadores do OpenZika estão usando uma ferramenta de triagem virtual chamada AutoDock VINA, desenvolvida pelo laboratório de Olson no Instituto de Pesquisa Scripps. 

Na sua essência, o World Community Grid é ativado pelo Berkeley Open Infrastructure for Network Computing (BOINC), uma plataforma open source desenvolvida na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e com o apoio do National Science Foundation. Voluntários podem apoiar a pesquisa do OpenZika se juntando ao World Community Grid.