200 pessoas debateram estratégia de protesto no Sindppd-RS. Foto: flickr.com/photos/editorialj/

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A sede do Sindppd-RS recebeu nesta terça-feira, 18, um encontro onde foi discutida a estratégia do movimento de protestos em Porto Alegre.

Segundo informa a Zero Hora, a pauta incluiu futuros alvos de ações violentas, que, de acordo com a prefeitura, causaram prejuízo de R$ 752 mil em 23 contêiners e um ônibus queimado na última segunda, 17.

De acordo com a publicação, 200 pessoas participaram da reunião de três horas incluindo militantes do PSOL, PSTU, PT, MST, Sindbancários, Sindicato dos Correios, DCE da PUC-RS, DCE da UFRGS, Movimento Pula Roleta, PoA Protesta e Movimento de Proteção Indígena.

Entre os possíveis alvos mencionados por alguns participantes do encontro estão o Tribunal de Justiça, o Palácio Piratini (sede do governo estadual), Federasul e meios de comunicação, como o Grupo RBS.

“Nós vamos para a rua novamente. Se tiver de depredar prédio público, vamos depredar. Se tiver de incendiar ônibus, vamos fazer isso”, teria dito um estudante de Engenharia da UFRGS participante do encontro, segundo afirmam as fontes ouvidas pela ZH.

Apesar do radicalismo, o tom foi bem humorado: “Só não depredem o sindicato, porque temos de devolver o lugar inteiro aos donos”, teria rebatido uma militante do PSTU, partido ao qual é ligada a presidente do Sindppd-RS, Vera Guasso.

O LADO DO SINDPPD-RS
O Sindppd-RS divulgou uma nota oficial na tarde desta quinta-feira, 20, afirmando que a matéria faz “diversas acusações inverídicas e outras ilações”.

A seguir, a nota reconhece que a reunião foi feita pelas entidades que a ZH afirma que participaram da reunião. Encontros semelhantes já teriam acontecido também em outros sindicatos como o Simpa, dos municipários e o Sindibancários, dos bancários.

O Sindppd-RS afirma não tem influência sobre organização da reunião e seus eventuais encaminhamentos, no que pode ser lido como um desvinculamento do sindicato da pauta do encontro, que, de acordo com ZH, incluiu discussões sobre possíveis alvos de vandalismo.

A nota conclui com um endosso as reivindicações dos manifestantes: “Nosso sindicato continuará cedendo seu espaço e apoiando a luta organizada dos trabalhadores por melhores salários e condições de trabalho, transporte público barato e de qualidade e tantas outras pautas que servem à maioria da população. Afinal, a luta também é dos trabalhadores de TI”.