Telexfree é acusada de ser uma pirâmide. Foto: www.flickr.com/photos/mammal/

A Justiça do Acre determinou o a TelexFree, empresa americana que se apresenta como uma provedora de serviços de VoIP seja proibida de operar no Brasil, por tratar-se na verdade de uma pirâmide financeira disfarçada.

Os bens de Carlos Costa e Carlos Wanzeler, sócios administradores da Ympactus Comercial LTDA – empresa que opera a Telexfree – foram bloqueados pela decisão da juíza 2ª Vara Cível de Rio Branco, Thaís Queiroz Borges de Oliveira Abou Khalil.

A suspensão dos pagamentos e dos novos cadastros vale até que a ação principal seja julgada, o que não tem data para ocorrer, informa o IG.

A Telexfree oferece pacotes de VoIP dentro de um sistema no qual os interessados devem pagar uma taxa de adesão e fazer anúncios na internet. O retorno depende do número de anúncios colocados, mas também com a quantidade de novos divulgadores angariados para a rede.

As taxas de adesão variam de US$ 50 no plano mais siples, passando de US$ 289 no intermediário para chegar a US$ 1375 no mais avançado.

Em março, o Ministério da Fazenda informou que o modelo não é sustentável e sugeriu que o negócio se trata de uma pirâmide financeira, por depender do dinheiro dos novos aderentes para pagar os antigos, e não da venda dos pacotes VoIP.

Nos Estados Unidos, onde a empresa foi fundada, a Telexfree Inc. contratou em março um advogado que atuou em pelo menos dois casos de pirâmide financeira desmantelados pela Justiça

Em entrevista exclusiva ao iG em março, um dos sócios da Ympactus, Carlos Costa, afirmou que a empresa tinha mais de 450 mil associados. Seu advogado, Horst Fuchs, falava em 600 mil.

O número de fãs no Facebook, que poderia dar uma medida da popularidade da empresa é mais modesto: em torno de cinco mil.

Segundo a promotoria do estado do Acre, apenas por lá são 70 mil cadastrados e, se cada uma tivesse que vender pelo menos 10 pacotes VoIP como é previsto, praticamente toda a população do estado teria de adquirir o produto.