Tecnoparque se difundirá pela cidade. Foto: divulgação

A cidade de Curitiba estendeu os benefícios do programa Tecnoparque para toda a cidade.

Antes, incentivos como alíquota de 2% do ISS e isenções de impostos e taxas eram cedidos apenas para empresas de tecnologia instaladas no anel Logístico, o anel CIC Norte, o setor CIC Sul e o Centro de Convenções, áreas consideras estratégicas.

Essas empresas também têm isenção, pelo prazo de 10 anos, do IPTU e taxas de serviços e pelo poder de polícia e contribuição de melhoria.

O projeto foi alterado porque várias empresas tinham interesse em receber os incentivos do Tecnoparque, mas não tinham espaço físico para se instalarem em uma das quatro regiões previamente autorizadas por lei.

Inicialmente, empresários ligados ao Arranjo Produtivo Local de Software de Curitiba reivindicaram o acesso aos benefícios do programa para empresas curitibanas, independente de sua localização.

O pedido acabou sendo acolhido e aprovado na Câmara de Vereadores na última semana de junho, sendo sancionado pelo prefeito e publicado no diário oficial em 03 de julho.

AUMENTO NA ARRECADAÇÃO
Para a curitibana especializada em desenvolvimento de software Cinq Technologies, a ampliação atrairá novos empreendimentos e fortalecerá ainda mais o setor de TI na capital.

“Ainda que seja cobrada alíquota de 2% do ISS, a medida poderá aumentar a arrecadação do município, pois as empresas que possuem filiais em outras localidades tenderão a concentrar suas atividades em Curitiba", espera Edson Althoff, diretor de gestão e governo da Cinq.

INCENTIVO FEDERAL
Na esfera federal, o governo lançará no mês de agosto o Programa Estratégico de Softwares e Tecnologia de Informação, desenvolvido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Trata-se de uma iniciativa para estimular o crescimento do setor de TI, aumentar a presença de empresas internacionais no país e melhorar o desempenho das exportações.

Atualmente, o segmento representa cerca de 4% do PIB.

Com a adoção do programa, o governo esperar aumentar essa porcentagem para 6% em oito anos.

Também é esperado o aumento em 50% de participação do setor de TI na economia até 2020. Essa medida é reflexo do crescimento que o segmento está apresentando no país.

Em 2011, o segmento de serviços de informação teve um crescimento de 4,9%, porcentagem maior do que de outros setores da economia, como a construção civil, que cresceu 3,6% e o comércio, que teve crescimento de 3,4%.