TIM tenta garantir vendas de chips na Justiça. Foto: flickr.com/photos/kaushal

Com as vendas de novos chips suspensas em 19 estados pela Anatel, a TIM vai entrar na justiça contra a decisão.

O objetivo da operadora é obter um mandado de segurança para não ser forçada a interromper a comercialização a partir da próxima segunda-feira, 23.

Na quarta-feira, a Anatel anunciou a suspensão das ativações de novas linhas de telefonia celular da operadora em 18 estados e o Distrito Federal. As outras operadoras punidas foram a Claro, em três estados, e a Oi, em cinco estados.

A decisão da agência afeta a TIM em Santa Catarina.

Em nota à imprensa, a TIM disse que considera a punição excessiva e avaliou que a decisão provoca um desequilíbrio na competitividade do mercado.

“A suspensão das vendas foi baseada em dados e indicadores diferentes daqueles usualmente estabelecidos pela própria Anatel para acompanhar o desempenho da rede”, pronunciou-se a operadora.

Nessa quinta-feira, 19, as ações da empresa perderam 8,77% do valor ao fim do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (BMFBovespa), enquanto o mercado em geral subiu, com índice Bovespa fechando com alta de 1,40%.

POSSÍVEL SAÍDA
Além de gerar a suspensão, o governo tenta achar uma solução rápida na legislação.

Segundo o ministro interino das Comunicações, Cezar Alvarez, o governo federal está disposto a preparar uma legislação de emergência para o compartilhamento de torres e de infraestrutura entre operadoras de celular.

O plano também envolve acelerar a criação de uma lei geral para a instalação de antenas no país.

“A nossa contribuição será total, o que podemos fazer estamos fazendo, mas as empresas têm que fazer a sua parte. Hoje, a bola está com elas”, disse Alvarez.

Regras transitórias para a Copa do Mundo e isenções tributárias para projetos de infraestrutura também são esperadas.

DIAS DE TURBULÊNCIA
Em maio, a TIM Brasil teve seu president Luca Luciani demitido, em decorrência de uma investigação na Itália a respeito de ativação ilegal de chips de celular.

Luciani foi quem reconduziu a empresa à segunda posição no ranking de mercado no Brasil.

Um dos feitos foi a estratégia de acabar com a cobrança das ligações interurbanas por minuto falado, o que levou a operadora à líder nas ligações de longa distância entre os serviços de telefonia celular.

Desde a saída de Luciani, a TIM entrou em uma auditoria interna para revisar as práticas na companhia.

A empresa segue sem um presidente oficial.

Luciani foi substituído, no Brasil, pelo também italiano Andrea Magoni, que desde maio está como presidente interino. Atualmente o mais cotado para ocupar a função é o também italiano Antonio Ruggero, da Intelig e TIM Brasil.