Enquanto o Google trabalha no Fuchsia, quantas versões do Android virão após a Oreo? Imagem: Divulgação.

O futuro do Google na área de sistemas móveis está no Fuchsia, projeto em desenvolvimento por um grupo de engenheiros da empresa. Criado a partir do zero, o sistema busca superar as limitações do Android à medida que mais dispositivos pessoais e outros gadgets entram em operação. 

De acordo com a Bloomberg, uma equipe atua no projeto há mais de dois anos com o objetivo de substituir o Android, sistema operacional móvel mais utilizado no mundo.

O Fuchsia tem objetivos como acomodar melhor as interações por voz e as freqüentes atualizações de segurança, além de ter a mesma aparência em vários dispositivos, desde laptops a pequenos sensores conectados à internet. 

Em 2006, a Alphabet, empresa-mãe do Google, começou a postar um código online relacionado ao Fuchsia silenciosamente. A empresa permitiu que desenvolvedores de aplicativos externos modificassem partes do código aberto. 

Além disso, o Google também começou a experimentar aplicativos para o sistema, como telas interativas e comandos de voz para o YouTube.

Depois, segundo a Bloomberg, membros da equipe discutiram um plano para criar um único sistema operacional capaz de executar todos os dispositivos internos da empresa, como telefones Pixel e alto-falantes inteligentes, bem como de terceiros. Com isso, a empresa poderia substituir tanto o Android como o Chrome OS.

Os engenheiros esperam incorporar o Fuchsia em dispositivos domésticos conectados, como alto-falantes controlados por voz, em três anos, segundo uma fonte da Bloomberg. Depois, a ideia é passar para máquinas maiores, como laptops, para depois chegar aos dispositivos que usam Android hoje.

No entanto, os executivos que lideram a Microsoft, como Sundar Pichai (CEO) e Hiroshi Lockheimer (líder para Android e Chrome) são cautelosos em relação aos planos para reformular o Android, pois o software suporta dezenas de parceiros de hardware, milhares de desenvolvedores e bilhões de dólares em anúncios para dispositivos móveis. 

Publicamente, a empresa aponta o Fuchsia como um exemplo de sua abordagem livre para produtos criativos. 

"O Google vê essas experiências de código aberto como um investimento em inovação", disse um porta-voz da companhia em um e-mail para a Bloomberg

Em 2015, Lockheimer escreveu um post no blog da empresa para relatar que não havia planos de substituir seu sistema operacional Chrome pelo Android, uma posição que o porta-voz do Google reforçou que ainda se aplica hoje.

Ainda assim, fontes da publicação afirmam que Pichai expressou seu apoio ao projeto Fuchsia internamente. A equipe do projeto conta hoje com mais de 100 pessoas.

Com o projeto, além de preparar um sistema operacional voltado para novas tendência, o Google busca competir melhor com a Apple. Mesmo que a fatia de mercado de 85% do Android esmague os 15% da Apple, o sistema operacional do iPhone tem vantagens em áreas como desempenho, privacidade, segurança e integração entre dispositivos da Apple. 

Além disso, a maioria dos usuários do iPhone atualiza rapidamente os aparelhos quando a Apple lança uma nova versão do sistema operacional, enquanto menos de 10% dos usuários do Android seguem o mesmo ritmo.