Billy Garcia.

A Zenvia acaba de contratar o publicitário Billy Garcia para exercer o cargo de “evangelista conversacional”.

O cargo de “evangelista” está na moda entre empresas de tecnologia americana há pelo menos uma década, e descreve o profissional cujo trabalho é informar e mobilizar o público em torno de um determinado assunto através de diferentes estratégias. No Brasil, no entanto, o termo ainda não pegou muito.

No caso de Garcia, essa missão será a “disseminação de conceitos conversacionais”, uma forma da Zenvia promover indiretamente a plataforma para criação de chatbots lançada recentemente pela companhia gaúcha.

“A oportunidade na Zenvia reafirma a missão que tenho encabeçado, ao longo dos anos, de educar o mercado da comunicação sobre a criação de personas, ciclos conversacionais humanizados em chatbots, devices, como Cortana e Alexa, e robôs”, afirma Garcia.

Garcia é um profissional conhecido no Rio Grande do Sul, onde passou por agências de primeira linha com Escala e AG2, além de ter sido diretor de UI e UX do Terra.

O evangelista conversacional da Zenvia combinará a função com os cursos e workshops que realiza sobre “Processing: press vs. process” e “Chatbots: da persona ao bot”.

A plataforma de criação de chatbots da Zenvia usa tecnologia de processamento de linguagem natural da IBM, Microsoft e Google. A ideia vender uma plataforma para desenvolvimento de bots para clientes, parceiros, desenvolvedores e integradores.

Além de mensagens de texto por aplicativos de mensageria, como a maioria dos chatbots, o produto da Zenvia tem também a possibilidade de interagir por SMS, voz, Facebook, chat e e-mail. 

Com 15 anos de mercado, a Zenvia tem hoje 5 mil clientes. A empresa iniciou no mercado de sistemas baseados em SMS, mercado que passou a liderar em nível nacional em 2011, com a aquisição da concorrente paulista Comunika.

Nos anos seguintes, com a tecnologia de SMS sofrendo assédio de novas formas de comunicação por dispositivos móveis, a Zenvia embalou com novas aquisições da Purebros, focada em soluções de carrier billing; da Zynk, distribuidora de conteúdos para smartphones e por fim, no início de 2015, a área de Serviço de Valor Agregado (VAS) da Spring Mobile Solutions.

A compra da Spring foi o negócio mais relevante, colocando a empresa com uma presença forte em São Paulo (hoje, dos 220 colaboradores 70 estão na capital paulista e o restante em Porto Alegre).

O negócio foi embalado com recursos dos R$ 71 milhões do BNDESPar e do fundo de investimentos DLM captados um ano antes.

No ano passado, a receita líquida da empresa foi de R$ 230 milhões, uma alta de 24,4% frente ao ano anterior.

MERCADO DE BOTS

De acordo com um levantamento do Mobile Time, o Brasil conta hoje com pelo menos 56 empresas que desenvolvem chatbots. 

Juntas, as companhias já produziram cerca de 8 mil bots que trafegam aproximadamente 500 milhões de mensagens por mês.

É apenas um pequeno pedaço do que o mercado pode ser, quando temos em conta a penetração de redes sociais como o Facebook e serviços de mensageria como o WhatsApp no país.

Para crescer, o mercado vai precisar de ferramentas que permitam ganhar escala.

De acordo com o estudo, 45% dos desenvolvedores de bots no Brasil são de pequeno porte, com no máximo 10 robôs publicados.

Outras 39% empresas são de porte médio, com entre 11 e 100 bots construídos. Apenas quatro empresas (7% da base), podem ser consideradas grandes, com centenas de bots lançados.