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CDO e DPO: como surgiram esses novos cargos?

20/07/2020 07:33

Duas novas funções estão aparecendo nos organogramas corporativos.

Eduardo Nistal, CEO do Grupo Toccato.

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No cenário atual, é quase impossível fugir dos efeitos práticos e sistêmicos que a era tecnológica proporciona às organizações. Seja para simplificar processos, reduzir custos e otimizar o modelo de gestão, os objetivos são variados e representam o amplo espaço de crescimento que soluções inovadoras oferecem.

Com as inúmeras contribuições aparentes, fica a necessidade de se contar com novos profissionais, habituados e capazes de extrair o que há de melhor dessas ferramentas.

Projetando o ano de 2020, encontra-se um momento extremamente propício para a reflexão quanto a participação do CDO e o DPO para companhias de todos os tamanhos. Com o debate em torno da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), adequar-se a seus preceitos é um compromisso indispensável aos que prezam por uma situação empresarial harmoniosa.

Mas qual é a origem desses dois cargos? Eles são realmente importantes?

 

CDO: uma liderança inovadora

Em um relatório publicado pelo Gartner no ano passado, estimou-se que, até 2022, 90% das empresas utilizarão informações armazenadas como um ativo corporativo crítico, através da análise completa dos dados. É justamente nesse quadro que o CDO, Chief Data Officer (Diretor de Dados, em português), demonstra sua importância.

Se agora toda empresa busca estabelecer uma relação atualizada com o ambiente digital, trata-se do profissional mais indicado para adaptar o cotidiano operacional às mudanças, alinhando os objetivos do negócio.

Explicar a função do CDO é passar por componentes que envolvem o uso dos dados e suas implicações para o funcionamento operacional como um todo. As informações, sob uma ótica estratégica, transformam-se em objeto de análise que priorizam assertividade como ponto principal para a tomada de decisão, orientando o caminho que negócio seguirá; dessa vez, com projeções favoráveis e respaldadas pela tecnologia.

Se pudéssemos resumir o termo em um só conceito, consolidar e favorecer à eficiência produtiva das empresas por meio dos dados é uma ótima referência para o entendimento do que o CDO faz. Esse pioneirismo tecnológico servirá como base para o tópico a seguir.

 

DPO: novo aliado para a segurança informacional

A vigência da LGPD fará com que a necessidade de se adaptar às novas obrigações legais surja para empresas de pequeno, médio e grande porte. Se existe o armazenamento, manipulação e repasse de informações, a lei terá algum tipo de impacto.

Segurança, transparência e consentimento são os três pilares centrais que denotam com fidelidade os anseios do público consumidor para o futuro dos dados.

Seguindo por esse caminho, o DPO, Data Protection Officer (em tradução livre, Oficial de Proteção de Dados) surge exclusivamente por conta da LGPD e possui a missão de garantir, através de seus conhecimentos avançados de proteção de dados, a segurança de tarefas relacionadas ao uso de informações disponibilizadas pelas empresas.

 

Duas designações, o mesmo objetivo

A importância dos dois cargos é equivalente e preponderante para executivos que procuram um novo patamar de negócio e gestão.

Quanto à mudança de mentalidade interna, o CDO não só prepara o território empresarial para receber soluções tecnológicas que lidam diretamente com estratégia de dados, como fomenta de forma generalizada a noção de que a tecnologia chegou para aprimorar processos e auxiliar profissionais capacitados.

O DPO, por sua vez, detém em suas mãos a responsabilidade de fundamentar a integridade dos dados à disposição da empresa. Seu posicionamento, estratégico, navega pelo conhecimento aprofundado de como a LGPD enxerga informações diversas, seja de empregados ou clientes.

No fim das contas, evidencia-se o imediatismo do tema, e o peso de se contar com profissionais capazes de corresponder às maiores necessidades da Transformação Digital e o futuro informacional.

*Por Eduardo Nistal, CEO do Grupo Toccato.

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