Nova API engaiola passarinhos. Foto: flickr.com/photos/dedlam

Na última quinta-feira, 16, em comunicado feito em seu site, o Twitter divulgou a versão 1.1 de sua API, cortando o acesso pleno para os desenvolvedores de aplicativos para a plataforma.

A decisão do miniblog foi uma forma de manter controle absoluto sobre a plataforma de serviços e, sobretudo garantir uma receita com ela. Para os desenvolvedores, agora estão veiculadas novas regras que restringem a produção independente de software.

Segundo informação da Agência Reuters, no mês passado o Twitter já tinha sinalizado essa intenção ao romper um acordo com o LinKedIn. Programas populares na rede social como o Hootsuite, Uber e Tweetbot serão afetados.

Segundo o mercado, a decisão do Twitter de endurecer o jogo com os produtores de software não deve afetar imediatamente como os atuais usuários do Twitter acessam o serviço.

As novas regras vão provavelmente atrair novos usuários para os aplicativos do próprio serviço de microblogs, sinalizando um fim gradual para populares programas de terceiros, como o Tweetbot.

Com isso, o Twitter busca um maior controle sobre a sua plataforma enquanto tenta se transformar em uma empresa de mídia digital sustentada por receitas publicitárias.

Não mais apenas um serviço para mensagens de 140 caracteres, o Twitter acredita que pode fornecer mais conteúdo interativo se a maioria de seus usuários utilizarem programas sancionados pela empresa.

REAÇÃO

Com a novidade, o Twitter vem recebendo críticas de produtores de software e dos usuários, muitos dos quais preferem aplicativos independentes como Hootsuite, Uber e Tweetbot.

Sob as novas regras, produtores independentes de software que criarem novos aplicativos para o Twitter terão permissão para terem um máximo de 100 mil usuários.

Acima disso, será obrigatória uma permissão - em outras palavras, pagamento - do site. Os atuais aplicativos com mais de 100 mil usuários poderão dobrar a base antes que o serviço imponha um limite rígido.

As novas regras, publicadas nesta quinta-feira, 16, atraíram uma forte onda de críticas de usuários e desenvolvedores de software. Marco Arment, criador do serviço Instapaper, escreveu em seu blog que eles comecem a "trabalhar em outras plataformas".

No mês passado, o Twitter sinalizou intenções de controlar mais sua plataforma quando encerrou acordo de licenciamento que permitia a exibição de tuítes no site da rede social LinkedIn.

Atualmente, o site do passarinho conta com cerca de 500 milhões de contas cadastradas.