Nova mídia? Foto: flickr.com/photos/catalan/

A Helmet Midia está vendendo mídia em um local inusitado: os capacetes dos motoboys paulistas.

A companhia, que iniciou as atividades em abril desse ano, já tem mais de 400 “motofretistas“ cadastrados, a um custo de R$ 600 por anunciante.

Estão disponíveis dois formatos de anúncio: capacete adesivado na parte de trás (20 cm X 14 cm), ou também nas laterais (25 cm X 7 cm).

De acordo com dados da empresa, cada participante exibe o anúncio 200 mil vezes ao longo dos 300 quilômetros percorridos diariamente, totalizando 4 milhões de visualizações por mês.

A proposta da Helmet tem um lado social, com prêmios para os motociclistas que têm menos multas e reclamações com bonificações anuais de até R$ 7 mil.

“A novidade chama a atenção e ajuda na fixação da mensagem. É literalmente o que buscamos: uma ideia na cabeça” comenta Alexandre Dorigão, fundador da empresa.

Uma revendedora de serviços de telefonia celular é a primeira cliente da agência.

      
Os profissionais passam por cursos de direção e reciclagem, e ganham equipamentos de segurança.

As empresas de frete cujos profissionais acumulem infrações graves são descredenciadas do programa.

MOTOBOY É MAU MOTORISTA MESMO?
Uma verdade que muitos ignoram é que os motoboys tem uma participação bem menor acidentes com moto em São Paulo do que se imagina.

Um estudo do Hospital das Clínicas de São Paulo com 310 acidentes, entre fevereiro e maio deste ano, mostrou que a ampla maioria dos acidentados (73%) são motoristas que usam a moto por apenas 2 horas por dia, como transporte.

Apenas 23% dos acidentados declaram que usam a moto como instrumento de trabalho.

O sindicato da categoria diz que existem cerca de 200 mil motoboys na cidade; o número de motos, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego, era de quase 1 milhão em 2012.

Tendo em conta o compreensível desejo do sindicato de inchar o tamanho da categoria e o fato que os motoboys rodam muito mais horas per capita que os acidentados normais, eles não estão se saindo nada mal.