Reinaldo Oliveira. Foto: divulgação.

A blumenauense Inventti, especializada em soluções de documentação fiscal, anunciou investimentos de R$ 10 milhões para crescer no mercado de soluções para o setor varejista.

O investimento será de R$ 6 milhões até o final de 2014 e mais R$ 4 milhões projetados para 2015 e 2016, com aplicações voltadas a segmentos que a empresa chama de "novo varejo".

O aporte inclui a expansão de portfólio, assim como soluções para a implantação de nota fiscal eletrônica para consumidor (NFC-e), novidade que está em implantação em diversos estados do país, como Amazonas, São Paulo e Rio Grande do Sul, entre outros.

Segundo a desenvolvedora, que já conta com cerca de oito mil clientes em todo o país, o crescimento da NFC-e motivou a empresa a criar uma área de negócios específica para o varejo dentro da empresa.

Com as soluções de nota fiscal eletrônica, a expectativa da companhia é chegar a um crescimento de 40% no faturamento para 2015.

Segundo Reinaldo Oliveira, diretor comercial da companhia, os investimentos focados no varejo iniciaram ainda em 2012 e continuam sendo realizados em diversas áreas como desenvolvimento de produto, consultoria, suporte técnico, comercial e marketing.

Os novos produtos se somam ao portfólio que a empresa tem em outras áreas, mais direcionadas para a gestão de documentos fiscais eletrônicos (NF-e, CT-e, entre outros) e gestão empresarial web, com seu sistema MYRP, que funciona na nuvem.

Em maio, a Inventti já emplacou um contrato importante em sua estratégia para NFC-e, implantando o sistema NFCePACK nas lojas do Carrefour no Amazonas, estado em que a obrigatoriedade de emissão de NFC-e já entrou em vigor.

Segundo a empresa, a implantação do NFCePACK no Carrefour deve seguir para as filiais do Rio Grande do Sul e postos de combustível do estado de São Paulo.

Para São Paulo, o projeto de NFC-e deve ser implantado em 2014. No Rio Grande do Sul, embora lançado oficialmente no final de 2013, o sistema opera em regime inicial, com previsão de se tornar obrigatório a partir de 2015.