A Amazon abriu ao público sua primeira loja sem caixas em janeiro de 2018. Foto: Divulgação.

A Amazon.com está considerando um plano para abrir até 3 mil novas lojas AmazonGo (sem caixas de pagamento) até 2021.

Fontes da Bloomberg relataram a possibilidade de uma expansão agressiva e cara que ameaçaria cadeias de conveniência como 7-Eleven, lojas de sanduíches como Subway e Panera Bread, além de pizzarias e food trucks.

A publicação afirma que Jeff Bezos, diretor-executivo da Amazon, vê a eliminação de estabelecimentos de refeições rápidas em cidades movimentadas como a melhor maneira para a Amazon reinventar a experiência de compra física.

No entanto, a empresa ainda avalia o melhor formato: uma loja de conveniência que vende alimentos frescos e uma seleção limitada de produtos, semelhante às franquias da 7-Eleven, ou um lugar para simplesmente comer algo rápido, como a cadeia britânica Pret a Manger.

A Amazon abriu ao público sua primeira loja sem caixas em janeiro de 2018, em Seattle. Desde então, anunciou duas unidades adicionais em Seattle e uma em Chicago. Duas das novas lojas oferecem apenas uma seleção de saladas, sanduíches e lanches. As outras lojas também oferecem alguns mantimentos, tornando-a mais semelhante a uma loja de conveniência.

Os compradores usam um aplicativo para entrar na loja. Depois, podem pegar o quiserem e sair sem parar em uma caixa registradora. Os sensores e a tecnologia de visão por computador detectam o que os compradores escolhem e geram uma fatura automática no cartão cadastrado.

O desafio para o plano da Amazon é o alto custo de abertura em cada local. A AmazonGo original, no centro de Seattle, exigiu mais de US$ 1 milhão em investimentos em hardware, de acordo com uma fonte da Bloomberg.

A mudança para atuar apenas como uma loja de refeições rápidas reduziria o custo inicial de abertura de cada loja, porque exigiria menos câmeras e sensores. Os alimentos preparados também têm margens de lucro mais amplas que os mantimentos, o que ajudaria a diminuir o tempo necessário para as lojas se tornarem lucrativas.

Os Estados Unidos têm hoje têm 155 mil lojas de conveniência, das quais 122,5 mil são combinadas com postos de gasolina, de acordo com o grupo industrial NACS. As compras de não-combustíveis em lojas de conveniência totalizaram US$ 233 bilhões em 2016, tendo cigarros e outros produtos de tabaco como os itens mais vendidos.