A SLE, sediada em Vitória, acaba de ser certificada CMMI nível 3, com consultoria da ISD.

A companhia certificou diretamente para o nível 3 da metodologia de qualidade de desenvolvimento de software americana. Segundo a SLE, é a primeira organização capixaba a obter o selo.

Com clientes como EDP Escelsa, Petrobras, Vale, MP-ES, Arcelor Mittal e ThyssenKrupp, a SLE é uma importante empresa no Espírito Santo. Também está presente no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Maranhão e Sergipe. 

“Esse é um ganho imensurável para a nossa qualidade e fortalecimento de uma cultura organizacional de sempre fazer o melhor e o correto, o que sempre foi a nossa meta”, explica o presidente da SLE, Luiz Eduardo Alvarenga.

Existem hoje no Brasil 91 empresas cerificadas em algum nível do CMMI, a maioria delas nos níveis iniciais, com 39 no CMMI nível 2 e 42 no nível 3. Outras duas tem o nível 4 e apenas oito o nível 5, o máximo da escala.

Mais ainda, o número está em queda frente a 2011, quando o CMMI estava no seu auge no Brasil. No computo geral, a quantidade caiu 25%, com diminuição mais acelerada (42%) no nível 2, que é a porta de entrada da certificação.

A queda no número de cerificados CMMI aconteceu em paralelo com a ascensão do modelo brasileiro MPS.BR, cujo funcionamento é modelado em parte do sistema americano, com a diferença de que os níveis são mais escalados e os custos de adoção, muitas vezes subsidiados pelo governo federal.

Existem hoje no país 581 empresas avaliadas em algum nível do MPS.BR, um requisito de cada vez mais licitações para compras de fábricas de software.

A primeira recomendação do Tribunal de Contas da União nesse sentido data de 2007.

No entanto, a grande maioria fica nos níveis mais iniciais como o G (58%) e o F (29%). As empresas com nível C totalizam apenas 7%¨e 1% detém o nível A, o máximo.

De qualquer maneira, os dois padrões não são excludentes. A SLE já tinha o MPS.Br nível F, que equivale a um CMMI nível 2, o que sem dúvida facilitou a chegada ao CMMI nível 3.