Jean Christian Mies, vice-presidente sênior da Adyen para a América Latina. Foto: Divulgação.

A Adyen, empresa holandesa de pagamentos digitais que atua há quatro anos no Brasil, passa a atuar também como adquirente no país. A companhia já atua nesse modelo na Europa e nos Estados Unidos.

O modelo de adquirência da Adyen conta com a parceria do Banco Bonsucesso. Mesmo com a nova atuação, a Adyen segue focada no comércio eletrônico, sem a entrada em lojas físicas com maquininhas de cartões.

Com a integração, a Adyen assume o ciclo completo no processo de pagamentos online, com gateway de pagamentos, gerenciamento antifraude e a adquirência. Antes, esses processos eram executados por sistemas distintos. 

Ao integrar todas as etapas em uma única solução, a Adyen busca mais agilidade e transparência nas transações. 

“Nenhum player do setor financeiro estava preparado para atender as empresas que estão mudando a forma como consumimos hoje. Nossa plataforma tecnológica cobre, a partir de agora, todas as etapas do processo de pagamentos e traz mais transparência e inteligência para as lojas online", afirma Jean Christian Mies, vice-presidente sênior da Adyen para a América Latina.

A Adyen é mais uma que tenta ingressar no segmento que até pouco tempo contava com apenas duas representantes: a Cielo (originalmente VisaNet), e a Rede (anteriormente Redecard).

Desde 2010, novos adquirentes passaram a atuar no Brasil. Mesmo assim, Cielo e Rede ainda dominam o mercado, registrando cerca de 90% de todas as transações com cartões no Brasil.

A GetNet, comprada pelo Santander em 2014 por R$1,1 bilhão, detém cerca de 7,5% do mercado de adquirência de cartões.

Os 2,5% restantes do mercado é dividido entre Vero, Elavon, Global Payments Brasil, Stone e First Data (Bin).

Com sede em Amsterdã e escritórios na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia, a Adyen atende mais de 4,5 mil empresas. Entre os clientes da empresa estão Facebook, Uber, Airbnb, Netflix, O Boticário, Hering, 99Taxis, EasyTaxi e HelloFood.