Huawei está cada vez mais presente no país. Foto: Divulgação.

A Huawei fechou um acordo com a USP para criar um centro de capacitação de pesquisadores e profissionais sobre o tema de cidades inteligentes na universidade estadual paulista.

As linhas de pesquisa incluirão Internet das Coisas, redes definidas por software e redes 5G, entre outras. A Huawei começou a trabalhar em parceria com a USP no ano passado.

O local será chamado Centro USP/Huawei de Internet do Futuro. O piloto da operação deve durar sete meses, capacitando 64 alunos nas formas presencial e à distância. 

“O cultivo de talentos de TIC é fundamental para que o Brasil dê um salto de qualidade tecnológica e nossa parceria com a USP torna possível a criação de um time de elite em TIC no país”, disse Jackey Wang, vice presidente de Marketing e Soluções da Huawei Enterprise Brasil.

O centro USP/Huawei de Internet do Futuro terá atividades voltadas para a criação de startups a partir das ideias desenvolvidas no centro e também de testes dos conceitos no campus da USP.

Um exemplo citado é o uso de postes de iluminação do campus para experimentação de tecnologias de Internet das Coisas, por meio de uma plataforma aberta. 

O conceito aplicado na USP é bastante similar ao fechado com a PUC-RS, em Porto Alegre. 

A diferença é que na capital gaúcha a prefeitura também está envolvida e os testes devem acontecer numa área conhecida como Quarto Distrito, uma antiga zona industrial em processo de revitalização. Curitiba também tem um acordo do tipo.

O tema de cidades inteligentes tem circulado no Brasil na última década, geralmente como parte de uma estratégia de marketing de fabricantes de equipamentos de rede para emplacar projetos de conectividade. Nos últimos tempos, a tendência de IoT tem entrado em cena.

Presente em mais de 170 países, a Huawei participou em dezenas de projetos de cidades inteligentes em todo o mundo. No Brasil, no entanto, essa linha de negócios é incipiente: a empresa participa de iniciativas em Águas de São Pedro, em São Paulo; e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. 

No país há 16 anos, a operação brasileira da Huawei teve sua autonomia ampliada no ano passado e começou uma ofensiva de acordos de pesquisa com universidades e grandes clientes. 

Com escritórios nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Recife, a empresa teve um faturamento de US$ 1,5 bilhão no país em 2014.

Na Futurecom, feira do setor de telecomunicações que encerra em São Paulo nesta quinta-feira, 20, a Huawei é um dos seis fornecedores de tecnologia entre os 11 patrocinadores principais e tem de longe o maior estande.

Maurício Renner cobre a Futurecom em São Paulo a convite da organização do evento.