Vinícius Roveda.

A ContaAzul, empresa catarinense de ERP online, fechou um acordo com a Microsoft para lançar o seu primeiro aplicativo para Windows 8.

Em nota, as empresas não dão muitos detalhes do negócio, apenas que o aplicativo foi desenvolvido com “apoio” da Microsoft e irá explorar as novas funcionalidades da plataforma, que unifica a interface em desktops e plataforma móvel.

“Nossa missão é entender e atender as necessidades das micro e pequenas empresas e este lançamento é uma forma de atender as expectativas deste público, que predominantemente utiliza o Windows para apoiar as atividades tanto no dia a dia quanto no ambiente de trabalho”, explica Vinícius Roveda, fundador e CEO da ContaAzul.

O raciocínio de Roveda pode ser verdadeiro para desktops e notebooks, nos quais o Windows domina, mas está longe de ser verdade para plataformas móveis no qual o app foca e nas quais os sistemas Android, do Google, e iOS, da Apple, representam para lá de 90% da base.

Talvez justamente por isso a Microsoft tenha apostado no ContaAzul como uma espécie de showcase do sistema para um público de pequenos empresários que pagam mensalidades entre R$19,90 e R$ 195 para usar o ERP. 

“O fato de a Conta Azul ter escolhido o Windows 8 como a primeira plataforma a receber a app destaca a relevância da plataforma Windows tanto no âmbito comercial, quanto para consumidores”, comenta Richard Chaves, responsável pelo Grupo de Desenvolvimento de Negócios e Novas Tecnologias da Microsoft Brasil.

A base da ContaAzul ainda é pequena – a empresa projeta fechar o ano com 10 mil empresas usuárias – mas a Microsoft deve ter visto o mesmo potencial de crescimento que uma série de fundos de investimento já viu na companhia.

Em outubro, a ContaAzul recebeu um novo aporte de capital liderado pela Ribbit Capital, com a participação das brasileiras Monashees e Napkn Ventures, além do Valar Ventures, fundo que tem entre seus investidores Peter Thiel, co-fundador do Paypal.

O aporte na fornecedora catarinense de sistemas de gestão na nuvem não teve o valor revelado e acontece apenas seis meses depois de uma rodada de investimento séries A feito em janeiro.

No jargão do Vale do Silício, um investimento series A fica entre US$ 2 milhões e US$ 10 milhões, representando uma compra entre 10% e 30% da empresa. O atual aporte constitui uma series B, que normalmente significa mais dinheiro.