Riverwood compra empresa brasileira de pagamentos. Foto: divulgação.

A Conductor, empresa nacional de desenvolvimento de soluções para processamento de pagamentos, foi adquirida pelo fundo de investimentos Riverwood Capital, por um valor não divulgado.

A transação tambem incluiu um aporte financeiro para investimentos em inovação de produtos e solucões tecnologicas, ampliação do leque de serviços e uma estratégia de aquisições.

Sob o controle da Riverwood, a empresa planeja o início de uma nova etapa de crescimento, focada na evolução da plataforma de processamento de cartões e de pagamentos para oferecer aos seus clientes múltiplos serviços e solucões em meios de pagamento.

Para Antonio Soares, CEO da Conductor, a aquisição reflete o início de uma nova fase da companhia, que vem investindo nos últimos dois anos em uma gestão ainda mais profissionalizada. 

“Esperamos acelerar nossas atividades de P&D, expandir e aprimorar continuamente nossa oferta de serviços atual e buscar agressivamente as significativas oportunidades de mercado na nossa frente”, afirma o executivo.

Fundada em 1995, a Conductor é líder no segmento de cartões Private Label, contando com mais de 15 milhões de cartões cadastrados e 15 mil varejistas atendidos. Na lista de clientes, a empresa tem nomes como Lojas Renner, Esplanada, Tenda Atacado e Imperatriz.

Em nota, a empresa destaca que foi primeira processadora no Brasil a obter a certificação PCI-DSS, modelo internacional para segurança da informação e está homologada para processar cartões das bandeiras Mastercard, Visa, Good Card, Cabal, com opção de saque na rede 24h da Tecban.

Para Francisco Alvarez-Demalde, sócio-fundador da Riverwood Capital, a Conductor mostrou-se um investimento atrativo tanto pela significativa oportunidade de mercado para oferecer uma plataforma de meios de pagamentos de última geração.

"Também vimos na empresa a possibilidade de ampliar o leque de serviços em diferentes verticais no Brasil e na América Latina", afirmou o executivo.

O investimento na Conductor tem seus motivos: o potencial é grande no aquecido mercado brasileiro de pagamentos eletrônicos, que vem se expandindo dentro e fora das instituições financeiras.

Empresas como PagSeguro, MercadoPago e Payleven intensificaram seus investimentos para operações em pagamentos móveis e físicos, com leitores acoplados a celulares. 

Além disso, bancos como o Santander, Itaú e Bradesco também anunciaram suas plataformas de pagamento eletrônico, de olho no mercado de pagamentos sem o uso de dinheiro. 

Segundo dados da Capgemini, em 2013 o mercado brasileiro movimentou R$ 333 bilhões somente em plataformas eletrônicas.