Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco. Foto: Divulgação.

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, convidado pela presidente Dilma Rousseff, não aceitou integrar o governo no segundo mandato no cargo de ministro da Fazenda em substituição a Guido Mantega. A informação é do Valor Econômico.

Segundo o jornal, Trabuco esteve com a presidente Dilma e disse que poderá colaborar com o governo mesmo sem o cargo mas que, no momento, não pode se afastar do banco porque avalia que a instituição está em uma fase de transição e sua presença é importante.

Ele é apontado como o mais provável sucessor de Lázaro Brandão na presidência do conselho de Administração do Bradesco.

A Reuters divulgou na semana passada que fontes próximas ao governo colocavam o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles como o favorito na corrida para a vaga de ministro da Fazenda.

Meirelles é amplamente respeitado nos mercados e foi um dos arquitetos das políticas pragmáticas adotadas quando foi presidente do BC entre 2003 e 2010, período que aliou crescimento econômico mais robusto com inflação baixa e fortes programas antipobreza.

Segundo a Reuters, várias vezes ele entrou em conflito com Dilma, que favorece uma postura mais intervencionista e tomou várias decisões econômicas sozinhas desde que assumiu o governo em 2011.