Manaus vira foco do Start-Up Brasil. Foto: divulgação.

O Programa Start-Up Brasil, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Softex para o fomento de novas empresas de TI, firmou um convênio com o Governo do Amazonas, para promover a inovação local.

O acordo foi firmado na quinta-feira, 19, com o objetivo central de apoiar startups ligadas aos ecossistemas digitais da região, baseado principalmente em Manaus. Também participam da iniciativa o Sebrae e a Fundação de Amparo à Pesquisa.

O convênio será baseado na implantação de metodologias de acompanhamento e desenvolvimento de negócios do Start-Up Brasil no estado, com um programa de mentoria e a criação de uma marca regional para as ações de startups locais.

O acordo de cooperação prevê, entre outras iniciativas, a realização de ações estratégicas para a promoção comercial, inteligência de mercado, promoção do emreendedorismo inovativo e economia criativa.

Também será contratada uma equipe que se dedicará exclusivamente ao dia a dia do projeto e será responsável por selecionar, acompanhar e identificar necessidades das empresas envolvidas, atrair fundos de investimento e captar recursos para a realização das ações regionais.

A capital amazonense possui atualmente seis grandes incubadoras, uma aceleradora, diversos espaços de coworking e um grande número de indústrias, além de universidades com projetos de novas empresas.

Conforme avalia Diônes Lima, COO da Softex, o Amazonas é o primeiro estado a replicar a política nacional de aceleração de startups, adaptada à sua realidade local.

Segundo o Índice de Cidades Empreendedoras 2014 (ICE), estudo realizado pela Endeavor no ano passado, Manaus ocupa a décima posição entre as 14 cidades mais empreendedoras do país.

"O ambiente de Manaus fomenta a cultura empreendedora. Algumas startups dessa região são destaques em áreas como ecoturismo e logística fluvial e queremos aproveitar esse cenário promissor”, explica Lima.

Atualmente o Start-Up Brasil apoia atualmente 183 startups nacionais e internacionais, possui uma rede de 17 aceleradoras em 7 estados brasileiros e mais de 50 parceiros públicos e privados.

Apesar do acordo com Amazonas, o programa nacional está com seu futuro indefinido. Desde seu início em 2013, o programa anunciava dois editais de seleção de startups por ano (um por semestre). Em 2015 ainda se espera o lançamento do primeiro edital.

No final de julho, em entrevista exclusiva com a reportagem do Baguete, Igor Mascarenhas, gerente de operações do Startup Brasil, explicou que o edital sairia nas semanas seguintes. Entretanto, quatro meses já se passaram e parece que 2015 vai acabar sem uma nova turma para o programa.

Vale lembrar que o governo federal anunciou no primeiro semesstre uma redução de investimentos de aproximadamente R$ 70 bilhões, que atingiram todos os ministérios, incluindo o de Ciência, Tecnologia e Inovação, que teve corte de R$ 1,8 bilhão (25%).