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ESTRATÉGIA

Commvault: no centro do mundo dos dados

Maurício Renner
// segunda, 20/11/2017 14:21

A Commvault, até poucos anos atrás conhecida no mercado como um player de backup, se reposicionou como uma plataforma de gestão de dados e agora que um lugar central em um universo empresarial obcecado com informação.

Bob Hammer, CEO da Commvault.

A nova empresa esteve à mostra durante o Commvault Go!, a segunda edição do seu congresso para clientes e parceiros realizado recentemente em Washington, nos Estados Unidos. 

Surgida dentro da gigante de telecomunicações americana AT&T e no mercado de maneira independente desde o final dos anos 90, a Commvault e é considerada hoje a líder no Quadrante Mágico do Gartner para backup e recovery.

No entanto, muita coisa mudou nos últimos 10 anos, mudanças que colocariam um player de nicho em condições de ter ambições bem maiores do ajudar gerentes de infraestrutura de TI a  gerenciar backup de longo prazo em fita.

“Nós somos guardiões dos dados, não mais caras de TI”, disse durante seu keynote Al Bunte, COO da Commvault, agregando que no cenário atual “as organizações que não sabem os dados que tem, não sabem os dados que não tem e não conseguem achar nada”.

Bunte deu a tônica do discurso da Commvault. Tendências em alta no mundo de tecnologia como computação em nuvem em software como serviço não eliminam a necessidade de políticas próprias de gestão de dados (backup, para usar a expressão antiga): na verdade, elas tornam o assunto mais complexo.

A oportunidade de crescimento vislumbrada pela Commvault está nessa complexidade, que multiplicou dados (muitas vezes os mesmos, ou versões diferentes dos mesmos) dentro da infraestrutura on premise das empresas, em diferentes nuvens e softwares comprados como serviço.

O problema não será solucionado, pelo menos no discurso da Commvault, por uma migração ainda maior para nuvem. 

A expressão “efeito bumerangue”, que descreve a volta de algumas atividades da nuvem para dentro das empresas como parte de uma reavaliação de que casos de uso são realmente válidos para cloud computing foi usada bastante durante o Commvault Go!.

“Armazenamento é TI legada. O novo mundo tecnologia de dados envolve compartilhamento de informações entre plataformas de hardware, nuvens e software como serviço”, resumiu Bob Hammer, CEO da Commvault, durante seu keynote.

A proposição atual da empresa é ser uma plataforma para conhecer, mover, gerenciar e recuperar os dados de maneira centralizada e agnóstica respeito a onde eles estejam armazenados. 

Executivos da companhia frisam que a Commvault está desenvolvendo tecnologia com esse foco há quase duas décadas, sem recorrer a aquisições, o que dá ao seu produto um nível de integração diferenciado.

A posição de mercado da Commvault, no entanto, não é tão cômoda assim. A empresa é líder no Quadrante Mágico do Gartner, mas, entre 2016 e 2017, outros competidores como IBM e Veeam cortaram distância e estão mais próximos, assim como a EMC, agora dentro da Dell, e a Veritas, recuperando terreno depois da fusão mal sucedida com a Symantec.

A Commvault compete com todos esses pesos pesados, sendo ela mesmo uma empresa de médio porte, com receita de US$ 650 milhões no ano fiscal 2017, fechado em maio com alta de 9% na receita.

Além dos grandes, a empresa enfrenta novos competidores como a startup Rubrik, fundada em 2015, começam a fazer barulho (em dois anos, a empresa já está no Quadrante, ainda que seja no segmento de visionários).

Assim como em outros segmentos do mercado, a aposta da Rubrik é por uma abordagem hiperconvergente, no qual software de backup é oferecido dentro de um appliance próprio, simplificando a compra. 

Recentemente, a Commvault fechou um acordo em um sentido similar, embarcando seu produto nos servidores da Cisco. Durante o Commvault Go!, foi anunciado outro acordo com o Google.

* Maurício Renner cobriu o Commvault Go! em Washington a convite da Commvault.

Maurício Renner