A vantagem da orelha seria que o desenho das suas linhas não muda, apenas cresce. Foto: Pexels.

A Vsoft, especializada na identificação de pessoas e certificação de processos, e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) estão desenvolvendo um meio de identificação de recém-nascidos por meio da biometria de sua orelha.

Segundo o site Mobile Time, as pesquisas apontam que o algoritmo seria capaz de reconhecer o bebê através de uma foto e esta poderia ser a melhor forma de cadastrar uma biometria nessa fase da vida, sem necessidade e encostar na criança e usando uma câmera de celular de 5MP.

“Desde 2018, temos uma norma que obriga a captura da biometria de bebês em hospitais, até para prevenir a troca de recém-nascidos. Palma da mão e do pé serviriam, mas exigem tecnologias mais caras, um sensor, por exemplo. Não está adequado à realidade dos hospitais no Brasil”, explicou Pedro Alves, CTO da Vsoft, ao Mobile Time.

A vantagem da orelha, de acordo com a companhia, é que o desenho das linhas de dentro dela não muda, apenas cresce. No entanto, a solução biométrica é transitória, uma vez que a criança já pode fazer a impressão digital ou facial com seis ou sete anos de idade.

Por estar na fase de pesquisa, a tecnologia ainda precisa de cerca de dois anos para ganhar maturidade e poder entrar no mercado. Para isso, a Vsoft terá que acompanhar o crescimento dos bebês para garantir que o algoritmo também vai acompanhá-lo.

Fundada em 2000, a paraibana Vsoft já realizou mais de 60 milhões de capturas biométricas por impressão digital, 45 milhões de reconhecimentos faciais, 20 milhões de processos certificados e emitiu 9 milhões de identidades.

Entre os seus clientes, estão Prodesp, TG&S, Polícia Civil do Acre, Polícia Civil de Alagoas e Governo do Estado da Paraíba.