Marcopolo teve que conhecer o mundo para crescer. Foto: divulgação.

A Marcopolo registrou, em 2012, receita líquida consolidada 13,3% superior à obtida no ano anterior, e alcançou R$ 3,817 bilhões.

Com as vendas para o mercado interno estáveis (queda de 0,4%), foram as exportações que alavancaram o resultado, gerando receita de R$ 1,3 bilhão, alta de 50,3%. As vendas para o exterior representaram 35,9% do total, contra 27,1% do ano passado.

Esse foi o lado bom. O lado ruim foi o lucro em queda de 12,1% para R$ 302,4 milhões.

Os maus resultados dentro do Brasil foram atribuídos ao baixo crescimento da economia do país – a previsão de crescimento do PIB está na faixa do 1% - e à  marcado por mudança no regime de emissões de poluentes que exigiu motores mais limpos e mais caros.

Já os bons resultados fora são produto da desvalorização do real frente ao dólar e o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para Empresas Exportadoras (REINTEGRA), que de acordo com a Marcopolo, permitiram que os ônibus brasileiros fossem mais competitivos no mercado internacional.

A perspectiva da Marcopolo para 2013 é de crescimento, tanto no mercado brasileiro como na maioria dos países onde opera.

No Brasil, as melhores condições de crédito, a aceleração na renovação da frota de ônibus, as licitações dos serviços de transporte interestadual e os investimentos em infraestrutura urbana, em especial na implementação de sistemas BRT (Bus Rapid Transit), garantem à empresa uma carteira de pedidos elevada neste início de ano.

Os eventos esportivos que o país sediará, dentre os quais a Copa das Confederações em 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, bem como o programa “Caminho da Escola” do Governo Federal continuam sendo os principais fomentadores da demanda por ônibus.