DADOS

MPDFT arquiva inquérito contra In Loco

21/02/2020 09:21

Empresa de localização está em compliance com leis sobre privacidade.

André Ferraz, CEO da In Loco.

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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) arquivou por unanimidade o inquérito civil público aberto em setembro de 2018 para investigar a obtenção de dados pessoais de brasileiros pela empresa In Loco, plataforma brasileira de tecnologia de localização. 

Em nota, a In Loco afirma que detalhou a sua tecnologia, processos e produtos, em “total cooperação e transparência” com o MPDFT ao longo dos 15 meses de investigação.

"Como In Loco, temos o propósito de aliar a conveniência da Internet com a privacidade a que todo cidadão tem direito, isso nos fez enxergar o processo de investigação como um ato extremamente legítimo e necessário do poder público", afirma André Ferraz, CEO da In Loco.

A startup pernambucana é a desenvolvedora de um sistema de geolocalização de ambientes internos e externos que afirma chegar a ser 30 vezes mais exato que o GPS.

A empresa fez parte da primeira turma formada pelo Oracle Startup Cloud Accelerator, que selecionou seis empresas do país para um programa com duração de seis meses.

Os fundadores da In Loco Media também foram selecionados em 2017 como Empreendedores Endeavor, iniciativa da organização global de fomento ao empreendedorismo. André Ferraz, CEO; Lucas Queiroz, CFO; Denyson Messias, COO; e Alan Gomes, VP de engenharia, foram escolhidos durante o 69º Painel Internacional de Seleção da Endeavor.

O MPDFT já emplacou multas de grande porte contra empresas por falhas na proteção de dados dos clientes.

No final de 2018, o Banco Inter pagou R$ 1,5 milhão  pelo vazamento de dados de mais de 19 mil correntistas.

Meses depois, a Netshoes foi multada em R$ 500 mil por um problema similar de menor porte.

Outras investigações estão em curso, envolvendo a Stone, Fiesp, Vivo e CheckMeuCarro.

Ao que tudo indica, a o número de investigações e multas desse tipo deve crescer muito em um futuro próximo: em agosto de 2020 deve entrar em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

A lei prevê multas de até 2% do faturamento bruto anual, podendo chegar a um máximo de R$ 50 milhões.

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