Internet das coisas é uma das tendências para o futuro. Foto: flickr.com/photos/samsungtomorrow

Um estudo encomendado à Convergência Research pela Qualcomm prevê que a internet das coisas [IoT, na sigla em inglês] se consolidará rapidamente no mercado brasileiro.

O levantamento mostrou que o Brasil já é o terceiro maior mercado do mundo em número de conexões machine-to-machine [M2M] móveis, com 8,3 milhões de conexões e 3% de penetração.

O país que ocupa a primeira posição em conexões M2M móveis é a China, com 34,7 milhões de conexões, seguida pelos Estados Unidos, com 28,6 milhões.

O estudo mostra ainda que existem 16,3 milhões de conexões M2M móveis na América Latina, com uma taxa anual de crescimento variando entre 20% e 30%, dependendo do país.

As vendas brasileiras de serviços de conectividade M2M movimentaram US$ 225 milhões no mercado em 2013. Além disso, o relatório mostrou que o setor de pagamentos é o mais desenvolvido no país, com 55% de participação no total de conexões.

Ao total, foram contabilizadas 250 mil conexões M2M móveis na indústria e 400 mil conexões M2M no segmento de utilities.

O estudo da Qualcomm divulgado nesta terça-feira, 20, compõe o segundo módulo que, além da internet de todas as coisas, inclui também empresas e mobilidade.

De acordo com o QuISI Empresas, que identifica o estágio atual de uso das tecnologias da informação e comunicações (TICs) pelas empresas e sua representatividade dentro da economia digital, o Brasil contabilizou 30,3 pontos (de 100 possíveis).

Embora 83% das empresas estejam conectadas à internet no país, o relatório indica que ainda existe uma grande demanda digital no país.

Dentre as principais projeções para este e o próximo ano, o estudo destaca o aumento da mobilidade e o número de transações na internet. O levantamento revela que 24% das empresas conectadas sem smartphones pretendem adquiri-los em dois anos.

Além disso, 26% das empresas sem tablets pretendem fazer o mesmo. Já 15% das empresas que não usam internet banking pretendem incorporar o serviço entre este ano e 2015 e 10% daquelas que não fazem transações financeiras pela internet pretendem incorporá-las nesse período.

A Convergência Research prevê ainda que, até 2020, o Brasil terá 55 milhões de conexões M2M móveis, segmento que movimentará US$ 1 bilhão.