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Brasil conhece pouco sobre tecnologia na saúde

Júlia Merker
// quinta, 21/07/2016 17:12

A Royal Philips acaba de divulgar o Future Health Index (FHI), um estudo que revela a forma como os países estão encarando os desafios da saúde por meio da tecnologia. O Brasil recebeu uma pontuação de 50,6 de um total possível de 100.

Pacientes e médicos mais jovens são mais propensos a usar dispositivos conectados de saúde. Foto: Pixabay.

A pesquisa ouviu mais de 2,6 mil profissionais de saúde e 25 mil pacientes em 13 países – Austrália, Brasil, China, França, Alemanha, Japão, Holanda, Singapura, África do Sul, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e EUA.

Atribuindo a cada país pesquisado uma pontuação média que poderia chegar a 100, o relatório FHI mostra a percepção de cada mercado sobre os benefícios da integração entre os sistemas de saúde e o interesse pela adoção dessas tecnologias. 

Os Emirados Árabes Unidos alcançaram a pontuação mais alta (65,3 pontos) entre os países participantes, sendo que a Holanda e a China também ficaram bem colocados, com pontuações de 58,9 e 58,1.

Por outro lado, Alemanha, Brasil e Japão receberam as pontuações mais baixas, com 54,5, 50,6 e 49.

No estudo, a Philips aponta a necessidade de um esforço combinado com o intuito de aumentar o acesso a serviços de assistência médica e uma maior educação em relação aos benefícios da adoção de tecnologias conectadas para cuidados com a saúde.

O estudo também revela níveis de prontidão em todos os mercados pesquisados. Mais de três quartos (76%) dos profissionais de saúde em mercados desenvolvidos concordam que seus pacientes têm acesso aos tratamentos necessários para condições médicas atuais e futuras. 

Nos mercados emergentes, essa relação cai para pouco mais da metade (58%). No Brasil, essa estatística ficou abaixo de 25%.  

Apesar dos progressos em relação aos registros médicos universais em alguns mercados, a grande maioria dos pacientes (74%) relata ter de repetir a mesma informação para vários profissionais de saúde, e a maioria (60%) também teve de repetir os mesmos exames. 

Enquanto isso, apesar de mais da metade (60%) dos pacientes possuir ou utilizar um dispositivo conectado para monitorar vários indicadores de saúde, apenas um terço dos pacientes (33%) já compartilhou essa informação com o seu médico.  

Essas médias foram ainda menores no Brasil, comparando-se com os resultados nos 13 países pesquisados, sugerindo que o país está atrás de outros mercados emergentes. 

Muitos pacientes dizem que é difícil (60%) obter seus dados de saúde quando precisam, e a maioria (88%) diz que teve que dizer repetidamente as mesmas informações para vários médicos ou profissionais de saúde.

Em todos os países pesquisados, os pacientes e médicos mais jovens também são mais propensos a usar e compartilhar informações a partir de dispositivos conectados, comparados aos seus pares mais velhos. 

Mais da metade (57%) dos pacientes com idades entre 18-34 relatam possuir pelo menos um dispositivo de vigilância de saúde e um quarto dos mesmos (25%) sentem que estão bem informados sobre dispositivos de cuidados com a saúde conectados, versus 14% das pessoas com 55 anos ou mais. 

No Brasil, o custo de dispositivos de saúde conectados é considerado uma barreira entre os pacientes (45%) e profissionais de saúde (56%), assim como a burocracia do sistema de saúde para 42% dos pacientes e 39% dos profissionais de saúde.

No Brasil, apenas um terço dos pacientes (34%) estão bem informados sobre as tecnologias conectadas de cuidados com a saúde, em comparação com 58% dos profissionais de saúde. 

Por outro lado, a maioria dos pacientes (79%) e dos profissionais de saúde (84%) acreditam que as tecnologias conectadas de cuidados com a saúde sejam algo importante para a melhoria da saúde da população.

Júlia Merker