O Google está implantando em seus centros de dados um software de inteligência artificial. Foto: Divulgação.

O Google está implantando em seus centros de dados um software de inteligência artificial desenvolvido por uma startup britânica que a empresa adquiriu em 2014. O projeto será adotado em todos os data centers até o final do ano.

A companhia já adotou o sistema da DeepMind em vários dos seus centros de dados ao longo dos últimos meses, como forma de reduzir a quantidade de energia consumida.

"A ferramenta de AI da DeepMind estará em todos os data centers até o final do ano. Isso vai resultar em uma redução de 15% da energia usada a cada ano por toda a frota de centro de dados", afirma o co-fundador da DeepMind, Mustafa Suleyman, segundo o Business Insider.

O Google tem 16 dos maiores centros de dados eficientes em termos energéticos do mundo - nove nos EUA, cinco na Europa e dois na Ásia - mas juntos eles ainda consumem energia suficiente para abastecer cidades inteiras. 

"Qualquer ação que pudermos realizar para reduzir a quantidade de energia necessária para fornecer o mesmo serviço será fantástica para o planeta e terá um impacto significativo nas finanças, o que também é bom", completa Suleyman.

Os centros de dados do Google são usados ​​para manter serviços como Gmail, YouTube, e Google Maps para bilhões de pessoas. Cada vez que um usuário interage com um desses serviços, um servidor é girado, produzindo um calor que precisa ser removido por um sistema de refrigeração que consome muita energia.

A fim de reduzir o consumo de energia dos sistemas de refrigeração, o DeepMind analisou registros de cinco anos recolhidos pelos sensores que medem variáveis ​​como temperatura, carga de computação, pressão do ar e velocidade do ventilador.

"Nós usamos isso para prever as configurações ideais para controlar o sistema de arrefecimento, que pode ser pensado como uma unidade de ar condicionado muito complexa que tenta extrair o calor do centro de dados", detalha Suleyman.

Depois de olhar para os dados, o algoritmo de auto-aprendizagem do Google foi capaz de descobrir o melhor momento para usar os ventiladores de arrefecimento.

"Nós podemos otimizar o uso do ventilador quando precisamos e não desperdiçar energia em refrigeração extra quando não há necessidade", afimra Suleyman.

Embora a DeepMind tenha sido adquirida pelo Google, a empresa agora se encontra sob o guarda-chuva da Alphabet - o que significa que ela poderia cobrar do Google pelo uso de sua tecnologia.

Ao Business Insider, Suleyman não detalhou o acordo financeiro atual entre DeepMind e Google.