TV da GVT amplia possibilidades da tele na área. Foto: divulgação

A GVT expandiu sua oferta de TV por assinatura.Até agora restrito à venda sob demanda via IPTV, o serviço passa poder ser instalado mesmo em clientes que não disponham da rede fixa da companhia pré-instalada para fornecimento de banda larga.

Batizado de TV da GVT, o produto fortalece a empresa na concorrência com nomes como Sky, Claro e Oi, cuja oferta via satélite direta permite um atendimento mais amplo.

A expansão da oferta ocorreu por uma mudança, no início deste mês, no fornecedor da solução de criptografia do serviço de DTH usado pela GVT, que adotou a Cisco VideoGuard Smart Card no lugar do antigo sistema Ericsson, informa o IP News.

A solução da Cisco protege o serviço contra cardsharing e control word sharing, dois dos tipos mais comuns de pirataria via satélite.

Com a ferramenta da Ericsson, que ainda é a integradora da plataforma de IPTV usada pela GVT, a operadora tinha acesso condicional por DRM da Verisign, que fazia a autenticação pela rede de banda larga, o que limitava a oferta de TV a áreas cobertas por esta rede.

Limitação técnica que deixa de existir com o sistema da Cisco, que retira esta camada de autenticação e abre o campo para expansão da oferta de TV da GVT.

Bom para a tele, que precisa mesmo de uma forcinha para crescer neste filão: de um mercado formado por mais de 15,4 milhões de domicílios com TV por assinatura no Brasil atualmente, a GVT tem fatia de modestos 351 mil, conforme dados da Anatel.

A líder do setor é a Net, com 8,1 milhões de domicílios, seguida pela Sky (4,7 milhões), Telefônica (615 mil) e Oi (603 mil).

A GVT estreou em TV paga em outubro de 2011, quando lançou pacotes que começavam em R$ 59,90, com canais em HD, e promessa de investir R$ 650 milhões até o final de 2012 no aperfeiçoamento da infraestrutura.

“Vamos gerar transformações no mercado além de tornar ainda mais atrativa a nossa proposta de valor ao cliente e de dar um novo impulso ao crescimento nos próximos anos”, afirmou na época o presidente da GVT, Amos Genish.

Chegada a hora do tal impulso? O mercado dirá.