Carro do projeto CaRINA. Foto: divulgação.

Cientistas do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC) testarão em via pública o protótipo de um carro inteligente, que dispensa motorista para circular pelas ruas.

No teste, que será realizado nesta terça-feira, 22, em São Carlos, no interior de São Paulo, o carro deve percorrer cerca de 20 quilômetros mantendo uma distância segura de outros veículos, identificando os semáforos do caminho, respeitando os sinais vermelhos e avançando nos verdes.

Para fazer o trajeto, o veículo usará seus dois computadores, sensor a laser, câmeras e GPS. Além disso, ele não deve ultrapassar 40 km/h e haverá um motorista dentro do carro pronto para assumir o controle em caso de problema nos sistemas computacionais.

Em testes preliminares feitos dentro do campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), o veículo do projeto Carro Robótico Inteligente para Navegação Autônoma (CaRINA) rodou mais de 150 quilômetros de forma totalmente autônoma, segundo os pesquisadores.

Segundo a Fapesp, uma das apoiadoras do projeto ao lado do CNPq, o objetivo da iniciativa é diminuir o número de acidentes em ruas e rodovias, colaborar com idosos e pessoas com deficiência física e contribuir com a automatização agrícola e do transporte de carga.

Os pesquisadores também pretendem desenvolver um sistema de auxílio aos motoristas, avisando-os de uma situação de risco.

O projeto do carro autônomo inteligente envolve conhecimentos de visão computacional, inteligência artificial, fusão de sensores, sistemas embarcados, processamento de sinais, entre outros. O computador do veículo precisa tomar decisões em curto espaço de tempo.

“Caso uma criança atravesse na frente do carro atrás de uma bola, por exemplo, isso deve ser observado através das câmeras e sensores; o computador deve identificar a situação de risco elevado, decidir qual ação deve ser feita e enviar os comandos corretos para acionar o freio ou o volante em menos de um segundo”, afirmou o professor Denis Wolf, coordenador do projeto.