Guilherme Bernard. Foto: divulgação.

A Acate, Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia, está lançando esta semana um plano de previdência especial para companhias de tecnologia.

O TECPrevi, lançado pela Acate, visa estimular os funcionários a permanecerem por mais tempo nas empresas, ajudando a combater a alta rotatividade que se tornou uma característica do mercado de TI.

"Este fluxo de entradas e saídas gera prejuízos em valor agregado para as companhias, que formam profissionais e depois os perdem para outras ofertas", explica o presidente da Acate, Guilherme Bernard.

Ao adotarem o TECPrevi - que segundo Bernard, é um modelo de previdência que não existe em nenhuma empresa no país - as empresas podem pagar parte da contribuição de seus colaboradores e o recebimento deste saldo pelos funcionários é ligado ao tempo de permanência da companhia.

Em muitos planos privados oferecidos por empresas, as contribuições feitas pelo empregador só podem ser resgatadas pelo funcionário em caso de aposentadoria. No caso do plano criado pela entidade catarinense, o valor recebido é proporcional ao tempo de permanência na companhia.

"O plano é escalonável. Por exemplo, é possível que um funcionário com sete anos de empresa já tenha direito de receber o saldo total de sua contribuição", comenta Bernard, que ressalta que o benefício é limitado a profissionais de carteira assinada (CLT).

A administração dos recursos é terceirizada, com possibilidade de portabilidade e diferentes tipo de contribuição. Conforme afirma a associação, o modelo pode ser adaptado e customizado de modo diferenciado para a demanda de cada empresa.

O TECPrevi é resultado de um ano de planejamento da Acate e da Data A, empresa que será responsável pela gestão dos clientes e beneficiários. A gestão do fundo ficará por conta da Mongeral, braço da holandesa Aegon, seguradora com faturamento anual de € 29,9 bilhões e 400 mil clientes no Brasil.

Seis empresas associadas à Acate já aderiram ao plano de previdência como fundadoras - iniciativa necessária para a aprovação do junto ao Ministério do Trabalho em Brasília. São Agriness, Link Precision, Power Opticks, Catamoeda, Boreste e Reason (empresa na qual Bernard é presidente).

Para as empresas, Bernard garante que as taxas do TECPrevi são mais atrativas que as de planos fechados comuns, outro fator que pode atrair companhias. Além disso, as empresas também podem ter vantagens fiscais com o investimento.

Segundo o diretor da Data A, Tulnê Vieira, os investidores poderão participar de comitês e órgãos de governança e contarão com taxas de administração mais baixas, em comparação às praticadas no mercado, e a rentabilidade também será maior.

"O plano é completo, abrangendo aposentadoria, invalidez e morte; e funciona como uma poupança à longo prazo. O beneficiado terá acesso a todas as informações sobre o seu plano, que estarão online, em área restrita", destaca o diretor.

Para Bernard, o próximo passo é convencer as empresas a aderir ao plano, apresentando os ganhos e vantagens que ele oferece. De acordo com o presidente, para o ano que vem é esperado um aumento significativo nas adesões.

"Estaremos conversando com diversos empresários, de companhias de todos os portes, até o final do ano. O objetivo é motivá-los a incluir este benefício em seus orçamentos para 2014. É algo que trará ganhos para todo mundo", avalia o presidente.

Para marcar o lançamento do plano de previdência, a Acate fará nesta quarta-feira, 23, um coquetel para empresas e convidados. O evento é gratuito e será realizado no Espaço Floripa (Fields), a partir das 19h. A presença pode ser confirmado por este link.