Sua próxima refeição? Foto: flickr.com/photos/w3i_yu

A comida é o novo alvo das startups de tecnologia do Vale do Silício, que esperam repetir na indústria dos alimentos a mesma ruptura já protagonizada no negócio da música, varejo e comunicação.

Segundo relatou o New York Times deste domingo, 20, uma série de novas empresas fundadas na região prepara novos produtos, como petiscos feitos a base de proteína de gafanhoto da Chirp Farms ou maionese feita a partir de plantas da Hampton Creek Foods.

“O Vale do Silício está vendo oportunidades de disrupção em outras áreas além da tecnologia tradicional”, explicou ao jornal Maggie Miller, fundadora da Chirp Farms.

A lógica das novas empresas é mesma do desenvolvimento de software, com uso de metodologias ágeis, interações rápidas e produtos escaláveis.

“Empregados não falam sobre comida como comida, mas como se eles estivessem programando um app para o iTunes”, resume o jornal.

O New York Times tem lá suas dúvidas, lembrando que a indústria dos alimentos é dominada por grandes corporações donas de vastos sistemas de distribuição, além de estritamente controlada pelo governo.

Mesmo assim, as ideias não são tão absurdas. Um relatório das Nações Unidas alerta que até 2050 a população mundial chegará a 9 bilhões e não haverão recursos naturais para alimentar a todos.

Então, ou dessa vez o reverendo Malthus estará certo, ou é melhor começar a pensar na ideia de comer gafanhotos moídos. O Vale do Silício fez sua aposta.