Singapura é um dos pólos econômicos da Ásia. Foto: flickr.com/photos/jjcbaron/

A Softex acaba de abrir o seu primeiro escritório físico no exterior, em Singapura, com a proposta de gerar negócios para as empresas brasileiras no mercado asiático e também no Oriente Médio.

Até agora, a entidade dispunha apenas de escritório virtual em Tóquio, instalado há quatro anos.

“A localização geográfica privilegiada de Singapura nos possibilitará um expressivo ganho na identificação de demandas e na exploração de oportunidades de negócios”, avalia Hélio Ciffoni, gerente do escritório Softex Ásia. 

A Comunidade Econômica da ASEAN – Indonésia, Singapura e Malásia – tem crescido a uma taxa média anual superior a 6%, destaca o executivo.

Entre as iniciativas já em curso na região estão contatos para levar o modelo de qualidade de software brasileiro MPS.BR para o Myanmar, onde também haveriam oportunidades para apps, sistemas bancários e soluções para ATMs. 

No Japão, a entidade mapeou demanda por serviços para suprir a falta de mão de obra em AIX/Websphere, SAP e mainframe e por aplicativos para smartphones nas áreas de saúde, finanças, esportes e entretenimento.

Na Coreia do Sul, por software embarcado e soluções na área de Educação; em Taiwan, por desenvolvimento de soluções para empresas fabricantes de hardware; na Indonésia, por soluções para a área bancária, aplicativos para smartphones e soluções para cooperativas de microcrédito.

Em agosto do ano passado, a Softex anunciou um programa a ser desenvolvido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC) com orçamento de R$ 13,6 milhões em ações de promoção comercial até agosto de 2014.

Dentro da estratégia de promoção do setor de TI no exterior, no entanto, o filé parece ter ficado com a Apex, que inaugurou, também em agosto do ano passado, um centro de negócios em São Francisco, nos Estados Unidos.

O escritório conta com serviços de suporte à internacionalização, inteligência de mercado, promoção comercial e acesso a investidores, além de uma estrutura para empresas nascentes voltada a participantes do programa Start-Up Brasil.